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Segunda-feira

13 de Julho de 2020

Pedro Gouvêa desafia Doria e promete reabrir shopping no próximo dia 8 em São Vicente

Reativação do espaço faz parte da segunda fase de retomada econômica vicentina; bares e restaurantes passam a receber clientes no mês seguinte

Apesar de estar fora da fase inicial de flexibilização da quarentena adotada no Estado para reduzir velocidade de disseminação do novo coronavírus, São Vicente finalizou o plano de reativação de sua economia. Com rígidas regras de higienização e isolamento, o comércio vicentino retoma gradualmente a partir de segunda-feira (1º), garante o prefeito Pedro Gouvêa (MDB). Na semana seguinte, shopping e centros populares de compras (galerias e o camelôdromo) passam a receber autorização de funcionamento. 

O calendário foi apresentado pelo mandatário vicentino e o secretário municipal de Comércio e Indústria, Paulo Bonavides, em live pelas redes sociais do chefe do Executivo, no final da noite de quarta-feira (28). “Ninguém está falando que será uma Black Friday a partir de segunda (1º). Vamos fazer (a flexibilização) com responsabilidade, com paciência, afinal o mundo não vai acabar”. 

A definição ocorreu após reunião com os demais prefeitos da região, que questionaram os dados informados pelo Palácio dos Bandeirantes, sobre taxa de ocupação de UTIs e isolamento. Esses pontos foram adotados no chamado 'Plano São Paulo' para viabilizar a reabertura do comércio paulista. Por ter contraído Covid-19, Gouvêa tem realizado agenda política de forma remota

A reabertura dos segmentos comerciais faz parte da cartilha com as regras e as atividades que vão receber a autorização para funcionar após o fim da atual quarentena no Estado, que se esgota no dia 31 de maio. Conforme adiantado por ATribuna.com.br, na terça-feira (26), nessa etapa não inclui atividades de lazer, entretenimento, educação e academias

O planejamento foi dividido em três etapas de reativação e outra para avaliar os resultados da liberação controlada da economia vicentina, seguindo a evolução dos casos confirmados na cidade (veja abaixo). 

A data pretendida pelo mandatário vicentino se choca com prorrogação do isolamento social anunciada na tarde desta quarta-feira (27), pelo governador João Doria (PSDB). Na ocasião, o Palácio dos Bandeirantes classificou a Baixada Santista em alerta máximo (vermelho), prorrogando a validade da quarentena na região por, no mínimo, 14 dias. 

“Na média (das demais cidades paulistas), a Baixada Santista não está na forma crítica como o governo do Estado coloca. Nessa situação, as nossas atividades estariam sendo retomadas de forma muito demorada. Só faríamos isso lá na frente, daqui a 30, 50 ou 60 dias. Assim, fica impossível andar alinhado com governo do estado”, desabafa Gouvêa. 

O plano 

A proposta de reativação do comércio vicentino foi dividida em três fases de abertura gradual das atividades. Segundo Gouvêa, na segunda-feira (1º), segmentos do corredor comercial vicentino, que estavam impedidos de operar por conta da pandemia, passam a ter autorização de funcionamento. “Essa etapa de abertura começa com regras rígidas. Estão fora academias, setores de lazer, esporte, cultura e entretenimento. Segue mantida a restrição de bares e restaurantes a cidade”, afirma. 

A segunda leva de retomada econômica ocorrerá na semana seguinte, a partir de 8 de junho, com autorização de funcionamento do shopping e centros comercias populares (galerias e camelôdromo). “Separamos por espaços. Vai ter uma diferença na forma de atuação de trabalho para a retorna das atividades”, destaca. 

A terceira etapa de reativação será adotada a partir de 10 de julho, com a consolidação das duas primeiras fases e liberação de consumo em bares, restaurantes e praça de alimentação. Bonavides alerta que esses estabelecimentos devem respeitar o limite de até 30% de sua ocupação. O espaçamento entre as mesas foi adotado para evitar contágio pelo novo coronavírus. 

Nesta data, a administração pretende ainda liberar as atividades esportivas na faixa de areia. “Não está permitido ambulantes, nem parar para tomar sol, bater papo. Será autorizado apenas para caminhada, corrida, mas nada de aglomeração”, continua o prefeito. 

Gouvêa adianta que no final de julho haverá uma avaliação das etapas de  flexibilização anteriores. Ele não descarta adotar novas regras de quarentena para o comércio. “A cada uma das fases estaremos avaliando os números de casos (confirmados) e leitos, que são os critérios estabelecidos pelo governo do estado (para flexibilizar as atividades comerciais)”. 

O prefeito afirma ainda que serão aplicadas “punições severas” aos comerciantes que não respeitarem as regras de reativação da economia vicentina. “Começaremos com suspensão de três dias (sem atividades aos infratores) até, em casos graves, a cassação do alvará de funcionamento”, finaliza.

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