Quarentena sem tédio com o Arte no Dique

Instituto oferece aulas e shows no YouTube

O isolamento social tem tido um impacto ainda maior nas comunidades com alto índice de vulnerabilidade social. Ciente desse problema, o Instituto Arte no Dique tem mantido uma programação intensa virtualmente. Diariamente, em seu canal no YouTube, a ONG oferece aulas de oficinas culturais para que os alunos não percam o semestre letivo.

No último domingo (17), o ex-aluno de percussão do instituto e músico Jorge Santos, 22 anos, que mora atualmente em Marselha, na França, foi o responsável pelo vídeo do dia. A aula tem introdução do professor de percussão do Arte no Dique, Edson Cabeça, que foi professor de Jorge.

“O ritmo dessa aula eu aprendi com Mestre Patinho Axé, do grupo Ilê Aiyê, de forte influência da percussão no Brasil e internacionalmente”, diz Jorge. O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro da Bahia, atuando há 46 anos.

Atrações internacionais

O presidente do Instituto Arte no Dique, José Virgílio Leal de Figueiredo, adianta que outras atrações devem participar da programação on-line. “Falei com os meninos da marimba (instrumento de origem africana), que toca música brasileira para as crianças. Além deles, o maestro Roberto Di Carlo e o filho dele de 15 anos, um gênio do saxofone, vão fazer um show e mandar para colocarmos nas redes do Arte no Dique”.

Figueiredo também comenta que o projeto Som nas Palafitas, que já levou nomes como Armandinho, Hamilton de Holanda e Moraes Moreira para o Dique da Vila Gilda, contará com versões exclusivas com artistas santistas.

Preocupação com o futuro

Além das atividades culturais, o Arte no Dique tem participado do projeto Baixada Santista Pela Vida, formado por um conjunto de organizações da sociedade civil.

“O pós-pandemia será muito mais complicado, vai ser mais pesado, vai envolver depressão, desemprego. Essa campanha do Baixada Santista Pela Vida não pode parar. A sociedade civil e os empresários entenderam. Memorial, Instituto de Análises Clínicas, todos estão indo lá. O mundo não será igual quando acabar o isolamento. As pessoas vão ficar inseguras, desconfiadas, não vão entender umas às outras”.

Parceria com a PUC

Parceiro da PUC-SP, o Arte no Dique está estudando a possibilidade de um acordo que promete ser muito relevante para as pessoas da comunidade.

“Estou com a PUC fazendo um projeto para agente de saúde, capacitando as pessoas. É uma profissão que vamos precisar muito. A ideia é capacitar e apresentar para uma fundação espanhola que apoia projetos sociais. Vai ser muito importante a participação das organizações sociais. O próprio Poder Público vai entender isso”, explica o presidente do Arte no Dique.

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