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Quinta-feira

6 de Agosto de 2020

Vontade de viajar? A dica é planejar com calma o próximo destino

Enquanto não dá para arrumar as malas e embarcar sem preocupação, vale “alimentar” esse desejo planejando a sua próxima viagem

Ainda é cedo para os viajantes saberem como e quando vão voltar a curtir esse lazer, pois as notícias mudam a todo instante. O importante é acompanhar e conversar com seu agente de viagens de confiança. A operadora CVC acredita que a retomada se dará pelo turismo doméstico. “As consultas preferenciais dos clientes têm sido para embarques no fim de 2020, especialmente rumo ao Nordeste e ao Sul do País. Os destinos internacionais ainda estão com baixa procura”,diz Claiton Armelin, diretor nacional de produtos da CVC. 

Nesse primeiro momento, a operadora percebe que os clientes estão optando por destinos mais próximos de seu local de origem, com, no máximo, três horas de voo. Lugares de praia e sol, que já eram os mais procurados historicamente, continuam liderando o ranking de desejos dos brasileiros no pós-pandemia. 
embarques A partir de agosto

“Atento a isso, o time responsável pelos produtos da CVC, que faz as negociações com fornecedores – de hotéis/resorts a empresas de receptivo e passeios –, vem fazendo tratativas com parceiros de viagens pelo Brasil para disponibilizarem quanto antes as suas tarifas para o final do ano”, conta Armelin, sinalizando que isso permitirá formatar pacotes com preços competitivos para o período de pós-pandemia. 

Para dar uma média de valores, viagens de sete dias, 
com aéreo incluído, para praias nordestinas, estão com preços 30% mais em conta do que no mesmo período de 2019. “Para dar maior conforto ao cliente, passamos a oferecer a chance de uma remarcação gratuita (sem cobrança de taxas e multas da operadora e de terceiros contratados). Essa condição é válida para viagens dentro do Brasil, com embarques a partir de agosto”, diz o diretor. 

Esperar ou comprar?
Uma dúvida comum dos viajantes mais ansiosos: esperar ou já pesquisar o que há no mercado para comprar com descontos? Treisse Alvarez Pinto, supervisora de vendas da Mendes Tur, responde: “Com a queda na demanda de viagens devido à pandemia de covid-19, surgiram diversas promoções de passagens aéreas e de pacotes para o segundo semestre, em grande parte, e para o ano que vem. 

Se estivéssemos em maio, eu teria sugerido aguardar até o ano que vem para as viagens internacionais, a fim de sentir como o mundo vai se comportar. Mas, hoje, as companhias aéreas estão criando estratégias bem interessantes, permitindo remarcações sem multas”. Então, se a ideia é viajar num breve futuro, nada melhor do que ocupar o tempo planejando o roteiro e pagar menos por isso!” 
Os destinos que mais provavelmente não vão barrar os turistas brasileiros num breve futuro, de acordo com Treisse, estão na América do Sul e na América Central. “Lamentavelmente, muitos destinos ou proibiram a entrada ou exigem quarentena imediatamente ao desembarcar, com custos arcados pelo passageiro. Mas as regras podem mudar a qualquer hora, e estamos acompanhando para indicar as melhores opções aos passageiros”, avisa a supervisora. 

Cruzada contra o vírus
O “novo normal” vai exigir das empresas de turismo e dos intermediadores de serviços maior rigor na higienização. “Como o retorno do fluxo será gradativo, a CVC somente disponibilizará em seu sistema de vendas e reservas os produtos e serviços de fornecedores comprometidos com as orientações da OMS e das autoridades locais”, observa Armelin. 

Hotéis, resorts, parques, locadoras de carro, companhias aéreas já vêm se mobilizando para criar e divulgar seus protocolos de higiene para os passageiros. O Ministério do Turismo, por exemplo, lançou em junho o selo do Turismo Responsável (www.turismo.gov.br/seloresponsavel) para certificar os destinos nacionais, seguindo o que já fizeram órgãos internacionais, como o World Travel & Tourism Council (WTTC). 

Por segurança, customizar a viagem, como já ocorre em 80% das compras com a CVC, estará mais em alta. Destinos que permitam ao cliente ir com o próprio carro ou com traslado em veículo privativo, ou ainda alugar casa com serviço de limpeza diária, serão algumas das apostas na forma de viajar. 

Com relação aos hotéis, o diretor acredita que “os resorts sairão na frente na busca pelo cliente, por terem mais espaços abertos do que outros tipos de hospedagem”. 
O mesmo se aplicará aos que escolherem viagens internacionais. 

Para não pegar covid-19, Treisse recomenda os seguintes cuidados: 

1. Destino. Verificar as medidas de segurança tomadas pelo município em função da pandemia e há quanto tempo não surgem novos casos por lá. 
2. Hospedagem. Há regras sobre trabalhar com uma ocupação bem abaixo da capacidade do hotel, sendo recomendável intercalar os apartamentos e as mesas no café da manhã ou restaurante. A higienização deve ser constante. 
3 Transporte. Grande parte do risco potencial de infecção depende de o local estar cheio de gente. É importante manter o distanciamento social, respeitando as marcações 
no chão antes do embarque. É obrigatório usar máscara no 
rosto, carregando outra para troca e seu frasco de álcool em gel. 

Empenho em conjunto
Eduardo Barbosa, presidente da Flot Viagens, reforça: “Todos nós, da indústria do turismo, estamos nos estruturando conforme os protocolos de segurança sanitária e as medidas governamentais, necessários enquanto não tivermos vacina ou tratamento preventivo.

Estamos falando das operadoras e agências e das empresas dos setores de transporte (aéreo, terrestre, marítimo), hotelaria, restaurantes, atrações turísticas, junto com os profissionais envolvidos em tudo isso, recepcionando os visitantes de máscaras, fazendo a higienização a cada serviço prestado etc. Além disso, locais com grandefluxo de turistas, como o Museu do Prado (Madri/Espanha) reabrem para 20% de sua capacidade”. 

“Ainda sobre o turismo internacional, como os ciclos do calendário da pandemia foram diferentes nos diversos países e continentes, a América Latina ficou de fora nesse primeiro momento de reabertura”, explica Barbosa.

Mais um motivo para o turismo nacional ficar forte. Quais lugareso executivo recomenda? “Receberão os primeiros clientes aqueles que transmitirem segurança à saúde dos viajantes. Acredito que a preferência dos paulistas será por fazer, neste inverno, viagens de carro a destinos próximos, como os da Serra da Mantiqueira; e a partir da primavera, para resorts, que conseguirão dar bom atendimento com metade de sua ocupação. Lembrando que, no geral, os produtos turísticos tiveram de criar políticas flexíveis de remarcação”. 

As viagens vão voltar

Tudo isso é para que as pessoas retomem com mais segurança esse lazer tão gostoso para a saúde mental. Roberto Nedelciu, sócio da Raidho Viagens e presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA), deixa este recado: “A quem ama arrumar a mala, como eu, sugiro fazer uma tela mental de que essa crise vai passar, como outras passaram, e planejar o futuro, pois isso nos mantém vivos. 

Nesse sentido, a internet possibilita conhecer museus e livrarias de várias partes do mundo de forma virtual e assistir a lives sobre destinos incríveis, como as que a nossa operadora e outras fazem”.

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