Tem sofá ideal para cada biotipo. Veja como escolher o melhor para a sua família

Há muitos tipos de sofá para escolher: modelos mais altos, mais baixos, com espuma durinha ou suave. Saber escolher ajuda a manter a saúde da coluna

Desde que virou um hábito maratonar séries, o sofá tornou-se o melhor companheiro de muita gente. Tem até quem o use como assento cativo durante o home-office. Com isso, já tem quem esteja precisando de massoterapeutas, fisioterapeutas e médicos, para aliviar as dores nas costas.

Não é para menos. Assim como um colchão precisa ser adequado para cada biotipo, o sofá também demanda cuidados na escolha. Ainda mais para quem gosta de tirar uma soneca na sala. É o que explica o fisioterapeuta, Ivan Cheida, homeopata e professor supervisor de estágios de clínica ortopédica na Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Segundo ele, a escolha dessa importante peça da sala ajuda a preservar a saúde, principalmente da coluna vertebral. Mas, ser adequado à saúde do corpo não significa que ele precisa ser feio, Pelo contrário. Há muitas opções de sofás bonitos e corretos para cada necessidade. 

A arquiteta Mariana Mansano dá, a seguir, algumas dicas do que é preciso estar atento para acertar essa escolha:

Altura
O melhor é que sempre se escolha um sofá, ao vivo. Isso porque, pela internet, nem sempre as pessoas se atentam (ou há informações completas) sobre a altura do assento e do encosto.

Famílias de pessoas altas precisam de um sofá mais alto. Da mesma forma, não é confortável, nem ergonômico ficar com as pernas balançando, sem que os pés toquem o chão. Ao se sentar, coxas e panturrilhas devem formar um ângulo de 90 graus, explica Cheida. “Pense num idoso. Quanto mais mole e baixo o sofá, mais difícil fica de a pessoa se levantar”, diz. 

Da mesma forma, o encosto deve acomodar bem a maior parte das costas, convidando ao relaxamento e evitando que a pessoa se curve para frente.

Densidade
Muita gente ama aqueles sofás bem fofinhos. Mas, estes são indicados apenas a quem não tem problemas de mobilidade, dores por artrite, artrose ou idosos no lar. “Para estes, o ideal é um sofá mais firme, com braços também fixos, que deem apoio.

Por isso, sentar no sofá antes de comprar é tão importante. E não adianta escolher bem e colocar ele de lado para a televisão. Isso leva à torção prolongada do pescoço e também vai causar problemas”.

Tipos
Quem gosta de cochilar à tarde na sala precisa estar atento em onde vai encostar a cabeça. Ivan Cheida conta que os modelos retráteis e reclináveis são a melhor opção se comparada aos de encosto mais baixo. 

“Tanto para a pessoa ter onde colocar o pescoço quando sentada, quanto para esticar o assento e se deitar corretamente, em vez de ficar encolhido e com o pescoço apoiado no braço do sofá. Quem faz isso, acorda com dor e com o passar dos anos, desenvolve problemas”.

Acessórios
Numa mesma família podem existir pessoas de diferentes estaturas e idades. O ideal é pensar sempre em quem tem menos mobilidade e,  se preciso, lançar mão de acessórios como bancos para apoiar os pés no caso de sofás baixos e almofadas nas costas, para modelos mais altos. A exceção é para crianças, conforme explica o professor.

“Elas são pequenas e geralmente conseguem se sentar corretamente, com as pernas esticadas, sem ter dificuldades na mobilidade. Mas os apoios devem ser usados também para elas”.

Tamanho
Independentemente da escolha, quem vai à loja precisa levar anotado o tamanho do ambiente onde o móvel ficará, diz Mariana. Primeiramente, para que o móvel não ocupar toda a sala. E depois, por conta do transporte.

“Porque quando estamos dentro de uma loja de móveis, o sofá pode parecer que nem é tão grande. Mas já vi clientes que tiveram que içar a peça, porque não passava pela porta da casa ou não entrava no elevador”.

Material
Não adianta ter um sofá que é lindo na loja, mas não é ideal ao uso. Segundo a arquiteta Mariana Mansano, o couro, por exemplo, “é bonito, tem um apelo sofisticado, mas não é em toda época do ano que ele é confortável. No verão, gruda na pele se houver suor”. 

Para quem faz questão, há o couro sintético. Além de ser ecológico, é uma saída – exceto a quem tem gatos, por conta dos arranhões.  Já quem tem crianças pequenas pode pensar no tecido, sendo que os mais indicados, segundo a arquiteta, são os impermeáveis.

“Tem um chamado Acquablock, que não absorve água. Fácil de higienizar, ele é uma ótima opção para quem tem animais e crianças. A dica é apenas não deixá-lo com partes expostas a sol direto se for estampado ou escuro. Desbota”.

Cor e estilo
Não há regra, sofá não tem que combinar com cortina, nem com tapete, nem com os móveis da sala. O ideal é que o conjunto do ambiente seja harmonioso e compatível com o gosto e estilo dos moradores, diz a arquiteta. 

“Só é preciso lembrar que ele sempre vai ser um móvel de destaque na sala. Tem clientes que adequam um modelo de sofá mais ousado em ambientes mais clássicos e o contrário. Já coloquei sofá estampado num ambiente todo branco e cheio de quadros. E não vale também aquela regra de que cor escura em ambiente pequeno dá a sensação de menos espaço”. Para quem tem dúvida e não quer arriscar, a dica da especialista é optar por cores mais neutras e ousar em outros objetos de decoração como almofadas, quadros e vasos.

Personalizado
Mesmo assim, pode haver casos em que as necessidades dos moradores do imóvel são muito diferentes. Aí, vale ter uma poltrona ou um jogo de sofás diferentes, diz Cheida.

Segundo Mariana, sempre vai ter gente que acha horrível não combinar todas as peças da sala. Mas, ela alerta que o demodê é um conjunto de sofás que combina com poltrona e cadeira. 

”A mistura forma a composição. O que precisa saber é como compor. A gente sempre recomenda um projeto, mas é possível, com bom senso, escolher sozinho”. 

A dica é, antes de comprar, tirar fotos do mobiliário e das peças decorativas, recortar e juntar – técnica que os profissionais chamam de moodboard

“Quanto mais criatividade, melhor, porque o ambiente deixa de ser de catálogo e passa ter personalidade”.

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