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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Comportamento agressivo em pets está mais ligado ao instinto de sobrevivência

É comum mordidas e arranhões em brincadeiras entre animais de estimação; medo e dor também podem ser motivos

Seu bichinho de estimação é quase sempre um fofo. De repente, ‘nhac’: ataca você sem mais nem menos. Comportamento agressivo em pets está mais ligado ao instinto de sobrevivência do que a qualquer motivo ou intenção. Gato, por exemplo, é cheio de energia. “Desde filhotes, eles brincam de uma forma mais selvagem em comparação aos cães. É muito comum que mordidas e arranhões entrem na brincadeira”, explica a veterinária Tatiani Camargo, da Vet Quality.

Unhas e dentes são muito bem usados. “Ele segue a linha tocaia: perseguição, encurralamento e ataque. Nossa postura deve ser a de estabelecer limites”.

Se a origem do comportamento agressivo estiver relacionada a alguma doença, o veterinário prescreverá tratamento. Caso seja a resposta a estímulos, é necessário deixar o ambiente menos estressante. “O ideal é promover interações controladas em que você ignora o pet toda vez que ele extrapolar os limites”.

Cães

Segundo a veterinária Katharina Morando, da clínica Benevet, no caso dos cães é comum que as pessoas associem determinadas raças a atitudes agressivas, mas não é assim. “Os cães desenvolvem esse comportamento com base em experiências negativas, hábitos e falta de orientação. Eles utilizam a agressividade para a sua sobrevivência”, explica.

A raça e a linhagem podem até influenciar, mas nada de generalizar. Uma educação correta envolve muito mais do que amor e carinho. Todos os comportamentos errados, se não corrigidos, geram falta de limites. “Cães também podem ser agressivos por três fatores: territorial, quando um estranho invade um espaço que o cão considera seu; possessivo, em que alguém se aproxima de objeto, pessoa ou outro animal de quem o cão tem ciúmes; medo ou dor, por receio de sentir mais dor, e também por medo de que a pessoa ou outro animal se aproveite dessa sua vulnerabilidade dele; e por dominância, quando o cão sente que a sua liderança está comprometida”.

É importante corrigir qualquer um desses sinais. “Se necessário, trabalhe em conjunto com um profissional que tenha um plano de reabilitação e adestramento para o seu cão. Um tratamento eficiente vai depender muito da postura, determinação e paciência dos tutores. Paciência e dedicação vão definir o sucesso do procedimento”, finaliza Katharina.

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