EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

18 de Novembro de 2019

Licença da ponte que ligará as duas margens do Porto sai em 8 meses

Previsão foi destacada pelo governador João Doria na solenidade de abertura do seminário Porto & Mar, nesta segunda-feira (24), em Santos

O Governo do Estado espera concluir o licenciamento ambiental da obra da ponte que ligará as duas margens do Porto de Santos nos próximos oito meses e, com isso, viabilizar a construção aguardada há, pelo menos, 90 anos. O governador João Doria (PSDB) aposta, ainda, em um acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para que o complexo marítimo não seja prejudicado pelo empreendimento.

O assunto foi discutido na noite desta segunda-feira (24), durante a abertura do Porto & Mar - Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos. O evento é uma realização do Grupo Tribuna e segue até esta terça-feira (25) no Hotel Sheraton, em Santos. Os ingressos estão esgotados.

Além de Doria, a solenidade de abertura do evento contou com a participação do de autoridades do setor, como o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários substituto, Fábio Lavor. O executivo é diretor do Departamento de Novas e Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias do Ministério da Infraestrutura. 

“O projeto da ponte está pronto, conseguiremos o licenciamento ambiental em oito meses e a própria concessionária da Rodovia dos Imigrantes já aceitou fazer o investimento. Sem dinheiro público, com investimento privado, fazendo disso uma obra de primeiro mundo, de forma eficiente e mais rápida”, destacou o governador.

Doria ressaltou, ainda, que os R$ 3 bilhões a serem investidos serão inteiramente custeados pela iniciativa privada. 

Segundo proposta apresentada pela Ecovias, a concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a ponte terá cerca de 7,5 quilômetros de extensão, com início na entrada de Santos, no km 64 da Via Anchieta, e término próximo ao acesso à Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, a cerca de 500 metros da praça de pedágio de Guarujá, no km 250 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

O vão principal da ponte terá altura de 85 metros e 325 metros de largura entre os pilares. As medidas são exigências do Governo do Estado para tornar viável as atividades no Aeroporto Metropolitano da Baixada Santista (na Base Aérea de Santos) e para não impactar nas operações portuárias. 

Porém, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos já se posicionaram contra o empreendimento. 

“Nada tem de contrário à futura execução do túnel. A ponte não inviabiliza o túnel. Prestes Maia, há 90 anos, previa três ligações. É perfeitamente possível que, havendo a ponte, na sequência, seja viabilizado o túnel. O que não se pode mais é retardar a construção da ponte, ainda mais com essa obra ainda cristalizada”, destacou o governador do Estado. 

Governador de São Paulo participou da abertura do Porto & Mar, Seminário A Tribuna para o desenvolvimento do Porto de Santos (Foto: Carlos Nogueira/AT)
Tudo sobre: