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Domingo

26 de Janeiro de 2020

Diogo Piloni aborda as expectativas para 2020 no 3º Encontro Porto e Mar

Evento realizado pelo Grupo Tribuna promoveu análise de temas como infraestrutura, privatização e cabotagem

O Grupo Tribuna promoveu, nesta sexta-feira (6), o 3° Encontro Porto e Mar, o último deste ano. O evento teve como palestrante Diogo Piloni, secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, que abordou o tema ‘O Porto de Santos e o sistema portuário nacional: uma análise sobre 2019 e as expectativas para 2020’, com considerações em âmbito nacional e regional. O encontro também contou com a presença de diversas autoridades do setor portuário.

Piloni iniciou sua fala abordando questões do Ministério da Infraestrutura, responsável pela operação do setor de transportes em diferentes modalidades. O secretário teceu elogios à gestão portuária em Santos. Além disso, comentou sobre o enxugamento nos repasses de recursos do governo, um dos maiores desafios para o Porto de Santos.

Piloni pondera que partir para a iniciativa privada é uma realidade cada vez mais próxima. “É preciso trabalhar com a iniciativa privada como uma forma de sobrevivência. Ter um ambiente de confiança para investimentos é um desafio, mas esse assunto está bem endereçado”, disse.

Diogo Piloni levantou questões como privatização, cabotagem, PPPs, entre outros temas de relevância para o Porto de Santos (Foto: Matheus Tagé/AT)

Segundo o palestrante, no passado, a economia mais fechada, a ação de agências reguladoras e baixos investimentos, além de capitais incipientes e premissas imprecisas eram os maiores desafios. Atualmente, grande parte deles já foi estabilizada. No cenário nacional, os juros estão controlados, há uma menor taxa de desemprego e o crescimento do PIB está dentro do previsto para 2019, apesar de apresentar queda comparado a outros anos.

“A infraestrutura gera potencial de crescimento, tornando-se chave para recuperar o crescimento do país”, considerou. Ele também acrescentou que a nova visão do Ministério da Infraestrutura é que o Brasil se torne líder em transportes, em especial os aquaviários, traçando a meta para 2020 e 2021.

Desestatização

Além de considerar os aspectos econômicos da privatização, durante o 3° Encontro Porto e Mar do Grupo Tribuna, Diogo Piloni também disse que, neste ano, os estudos para a desestatização do porto estão avançados. Ele expôs os diversos modelos de desestatização considerando que, atualmente, “quase 70% das cargas do país são transportadas por terminais de uso privado, mostrando que a desestatização não é algo tão distante assim”.

Último encontro do ano ocorreu no auditório do Grupo Tribuna, nesta sexta-feira (6) (Foto: Matheus Tagé/AT)

Houve, ainda, discussão sobre o poder que deve ser concedido aos administradores da iniciativa privada no caso da desestatização. A operação de cargas é uma questão ainda indefinida, de acordo com Piloni, que ainda citou exemplos do funcionamento de portos da Austrália e Inglaterra.

O último ponto levantado pelo palestrante foi o incentivo à cabotagem, com expectativa de monetização de três bilhões por ano com benefícios econômico, social e ambiental, caso fosse mais difundida. “São cargas que são prejuízo para o caminhoneiro, que comprometem qualidade de vida”, finalizou, considerando o aumento do volume de cargas nesta modalidade para os próximos anos.

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