[[legacy_image_316267]] “Ninguém tem o direito de passar a régua e dizer o que é ou não cultura”. Foi assim que o secretário de Cultura de Santos (Secult), Rafael Leal, iniciou sua participação na décima edição do ano do fórum A Região em Pauta, que ocorreu na última segunda-feira (27), no Grupo Tribuna. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A declaração que consta no parágrafo anterior não veio sozinha. Ela foi acompanhada de um firme e estridente: Cultura é tudo!”, pensamento este que, no entendimento do gestor público, deve permear toda a sociedade, desfazendo, por completo, preconceitos que possam existir em relação a qualquer trabalho artístico. “As pessoas falam de alta cultura… Por que alta? Porque está ou não de chinelo? É um absurdo este termo. Precisamos ter respeito grande. Sempre querem rotular onde você está, dando destaque maior a um em detrimento do outro”, desabafou. Sentado ao lado de Leal durante o evento, o produtor cultural Jamir Lopes concordou com estas falas. E, ainda que de forma mais contida, apontou qual precisa ser a visão geral para o setor, os artistas e o que é desenvolvido nesta área. “Arte é tudo e qualquer manifestação, com dimensões simbólica, cidadã e econômica. Destas três, só a última é objetiva - as demais são subjetivas. Mas, toda manifestação humana artística é relevante”, finalizou. Pensamento idealDando sequência a sua linha de raciocínio, o secretário santista deixou claro, praticamente na abertura do seminário, que o brasileiro não pode diminuir a importância de seus costumes e tradições. Aliás, ele tem a certeza de que o sentimento que deveria inundar cada indivíduo desta terra é o orgulho. “O que vem de fora é válido, mas a nossa cultura é mais. O carnaval é a maior manifestação de nosso povo, é nossa raiz. Falam de patriotismo, de cantar o hino, de usar bandeira… Isso é importante, mas tem coisa mais essencial do que respeitar a nossa cultura, o nosso povo? Veio daqui, surgiu aqui”, bradou. Diante de tudo isto, o chefe da Secult terminou, assegurando que não vai permitir “que ninguém, por qualquer motivo, faça crítica” à arte deste País e/ou da Baixada Santista.