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Terça-feira

25 de Junho de 2019

Tenente Coimbra

Matheus Coimbra Martins de Aguiar é 1º Tenente do Exército Brasileiro. É formado em Administração de Empresas. Também possui formação em Política e Estratégia, na Escola Superior de Guerra (ADESG). Foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), com 24.109 votos, nas eleições de 2018

As manifestações pelo Brasil. Afinal, qual foi a maior?

Manifestações em apoio ao governo Jair Bolsonaro aconteceram em todo o país no domingo (26)

O último domingo, 26 de maio, foi mais uma data de grandes manifestações pelo país, desta vez, em prol do governo Bolsonaro (no dia 15 de maio, as manifestações contrárias ao contingenciamento das verbas da educação também mobilizaram milhares de pessoas). Houve movimentações nos 26 estados e mais o Distrito Federal, que reivindicaram a aprovação de pautas importantíssimas para o progresso do Brasil e deixaram uma pergunta no ar: Afinal, qual das manifestações foi maior?

A resposta para a tentativa de comparação entre as manifestações é que não importa. Toda manifestação constitucional é válida. Ninguém deseja contingenciar verbas em nenhuma área, assim como as pautas desse último domingo devem ser coletivas, próprias de todos os brasileiros que almejam um futuro melhor.

No dia 15 de maio, os manifestantes cobraram o governo atual quanto ao contingenciamento de verbas da Educação. Contudo, essa é uma prática recorrente e que já foi implementada por gestões anteriores, como no caso do governo Dilma, onde o corte foi de R$ 9,4 bilhões, o maior da história. Além disso, o orçamento público é sempre definido no ano anterior, através da LOA (Lei Orçamentária Anual). Ela estabelece as despesas e as receitas que serão realizadas no ano seguinte, portanto, o atual orçamento foi definido em 2018, durante o governo Temer. 

No último domingo, na capital do país, Brasília, 20 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional. Em São Paulo, a estimativa foi de que 500 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a estimativa não foi divulgada, mas o ato, na praia de Copacabana, se estendeu por sete quarteirões (cerca de 650 metros) e basta olhar as fotos para ter noção da grandiosidade. Belo Horizonte, Bahia, Recife, Maceió, todas as outras capitais e também cidades do interior tiveram grandes atos e aqui, em Santos, não foi diferente. Lotamos a Praça da Independência. 

Em todas as cidades, o que se observou foram pessoas civilizadas cobrando, de forma decente e organizada, pautas importantes para o futuro do nosso país. As principais reivindicações foram pela aprovação da Reforma da Previdência, do Pacote Anticrime do ministro Sérgio Moro, manutenção do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça (consequentemente nas mãos de Moro), a MP 870 e 868 e a redução dos Ministérios. Pautas necessárias para que o Brasil volte a entrar nos eixos, equalize a balança econômica e atraia investimentos. Pautas que buscam renovar a questão da segurança e que tornam o Brasil mais justo. Sendo assim, fundamentais a todos os brasileiros.

Diferentemente do que aconteceu nos movimentos do dia 15, no domingo passado (26) o que se pode ver foram faixas, cartazes e brados da população cobrando reformas estruturais, projetos, mudanças reais e factíveis, que podem contribuir para a evolução do nosso país. As exigências vinham associadas a camisetas e bandeiras do Brasil, demonstrando o teor patriótico do evento. 

Toda essa discussão prova a exigência do povo para que o foco esteja no lugar correto e que garanta o desenvolvimento do país acima de tudo. A maior manifestação, afinal, é continuar lutando por um Brasil cada vez melhor.

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