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Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Time do Santos parece ter chegado ao limite

Derrota para o Atlético-MG expõe deficiências dos jogadores

O Santos amargou a terceira eliminação no ano na última quinta-feira (6), ao perder para o Atlético-MG no Pacaembu, por 2 a 1, de virada, e dar adeus à Copa do Brasil. O resultado, além de praticamente acabar com a chance de título no ano, uma vez que a conquista do Campeonato Brasileiro é improvável, também deixa claras as limitações de um time que é bem treinado, mas esbarra em suas próprias deficiências.

O segundo tempo da partida diante dos mineiros é emblemático. Com o 1 a 1 no placar, o Santos pressionou e encurralou o adversário. Mas, na hora do último passe, ou mesmo quando surgia a brecha para a finalização, as jogadas terminavam em frustração. Jean Lucas errou passes em demasia, Soteldo refugou na hora de chutar e Marinho mostrou que precisa melhorar muito a mira, em que pese ter feito belo cruzamento para o gol de Gustavo Henrique.

O torcedor santista pode argumentar que, com um pouco mais de cautela, seria possível ao menos levar a decisão da vaga para os pênaltis. Mas este não é o perfil de Jorge Sampaoli. O argentino, que gosta de futebol ofensivo, quase que ignora riscos, dos menores aos maiores. E se até o momento a aprovação ao trabalho dele era alta, é preciso aceitar – ou ao menos procurar compreender – as consequências nas adversidades.

Passada metade do ano, fica claro que o futebol encantador dos primeiros meses de 2019 se deveu não única e exclusivamente, mas muito à fragilidade de boa parte dos times do Campeonato Paulista e das fases iniciais da Copa do Brasil. Com o decorrer dos jogos e o consequente aumento das dificuldades, ficou difícil  manter a pegada e conseguir os resultados. Jean Mota, que vinha surpreendentemente bem e caiu, define o momento.

Decepção à parte, não seria recomendável jogar tudo para o alto e trocar o treinador – que, diga-se,  já estaria demitido se fosse brasileiro ou um gringo de menor prestígio. O negócio é insistir no trabalho e cobrar de Sampaoli que tire o máximo dos reforços recém-chegados e dos bons jogadores do grupo.

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