Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Bruno Rios e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

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Seleção de Portugal evolui e vai além de Cristiano Ronaldo

Craque português é referência, mas ganha valiosas companhias em uma equipe cada vez mais forte

Poucas seleções de futebol evoluíram tanto nos últimos anos como Portugal. Além dos títulos inéditos da Eurocopa em 2016 e da Liga das Nações em 2019, impressionam a qualidade em campo e a velocidade da renovação do time, com ótimos nomes surgindo a todo momento. 

Pode parecer cedo, mas a dois anos da Copa do Mundo do Catar, já é possível afirmar que os portugueses serão candidatos ao título que falta para completar a galeria de troféus do selecionado e de seu maior nome: Cristiano Ronaldo. Aliás, o atacante, eleito cinco vezes o melhor do planeta, merece uma análise especial. 

Ao contrário de outros craques ao longo da história, ele não tumultua o ambiente da seleção com sua grandeza esportiva. Pelo contrário. Com o passar do tempo, o atleta conseguiu fazer Portugal atingir um patamar nunca vivenciado no futebol e se consolidou como um líder natural do grupo de jogadores. 

Uma prova disso é que, para espanto de muitos torcedores, mesmo depois de sair lesionado da final da Euro de 2016, CR7 virou quase um auxiliar técnico no banco de reservas, orientando e incentivando os companheiros que acabariam vencendo a França na prorrogação, em Paris, por 1 a 0. 

Desde lá, o desempenho de Portugal só melhora e talentos surgem aos montes. Falar que o selecionado é formado por Cristiano Ronaldo e mais dez não passa de lorota. A equipe só perdeu um dos 21 jogos disputados após o Mundial de 2018 - e só dois dos rivais podem ser considerados café com leite (Lituânia e Luxemburgo). 

Quando se pensa em goleiro, os portugueses estão bem servidos com a segurança de Rui Patrício. Na defesa, Rúben Dias se mostra um dos melhores da posição. No meio, João Moutinho e Bruno Fernandes chamam atenção. O ataque é pura covardia e CR7 tem a companhia de Bernardo Silva, João Félix, Diogo Jota e André Silva. 

E para quem vive o hoje de olho no amanhã, a melhor notícia é que os quatro atacantes que citei acima têm idade entre 20 e 26 anos, com chances reais de disputar ao menos duas ou três Copas do Mundo - já Cristiano deve se despedir dos Mundiais no torneio do Catar, no final de 2022. 

No banco de reservas, o técnico Fernando Santos surpreendeu positivamente. Sem pestanejar, assumo que queimei a língua e demorei a entender que o estilo mais cauteloso adotado por ele na Euro 2016, em especial, era o primeiro passo de um projeto muito mais amplo e que vem dando certo. 

Na última terça-feira (20), os elogios do técnico do Manchester City, Pep Guardiola, jogaram mais luz sobre o tema. “Sou um privilegiado por poder aproveitar jogadores portugueses no meu elenco. Acho que a seleção é incrível e uma das favoritas para a Copa. Eles têm excelentes goleiros, laterais e pontas. É uma ótima geração”. 

Portugal voltará a campo mês que vem, para um amistoso contra Andorra no dia 11 e dois duelos importantes, contra França e Croácia, nos dias 14 e 17, pela Liga das Nações. Será a chance de ver que CR7 e seus companheiros merecem ser levados a sério e figurar na principal prateleira do mundo da bola. 

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