Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Bruno Rios e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

São Paulo não suporta o peso da liderança

Time oscila na reta final e dá pinta de que vai sucumbir à aproximação dos concorrentes

Time mais irregular do Brasil, o São Paulo volta a oscilar no pior momento. Depois de abrir sete pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro, a equipe tricolor viu a diferença para o Internacional cair para apenas três faltando nove rodadas para o término da competição. Um cenário perigoso para um clube na fila desde 2012 e que não sabe lidar com o peso de liderar.

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

A derrota para os reservas do Santos, por 1 a 0, foi sintomática. Na primeira chance que teve de apagar o vexame de Bragança Paulista, onde levou quatro gols no primeiro tempo e terminou goleado pelo Red Bull Bragantino, o São Paulo fez ainda pior ao perder de um time recheado de garotos que jogou por uma bola. A instabilidade são-paulina, porém, tem menos a ver com a qualidade dos atletas e mais com o fato de a maioria não saber administrar a responsabilidade de estar na frente.

Aqui não se discute a capacidade de Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner. Nada disso. Mas, por serem jovens, eles têm de enfrentar as dificuldades sem a experiência de quem já ganhou. O que, aliás, é outro problema sério no São Paulo. À exceção de Daniel Alves, ninguém foi campeão de nada relevante, nem os mais rodados, como Reinaldo, Tiago Volpi e Arboleda. Aí complica mesmo.

Por falar em Daniel Alves, o jogador mais badalado e caro do elenco segue tendo o apoio incondicional de Fernando Diniz, aquele que não pensou duas vezes em xingar Tchê Tchê de “mascaradinho”, “perninha” e “ingrato” na frente de todo mundo. Daniel cometeu erros que resultaram em gols dos adversários nas duas últimas partidas, sendo a falha contra o Santos decisiva. Contudo, nas palavras de Diniz, o saldo dele ainda é bastante positivo.

Seja como for, não dá para imaginar Daniel Alves ficando no banco de Hernanes, em franca decadência, ou de Tréllez e Gonzalo Carneiro, que brigam com a bola. Ruim com Daniel Alves, pior sem ele, que, por sua vez, poderia abandonar a mania de querer mostrar ser craque a cada toque na bola e simplificar mais a maioria das jogadas.

Para conquistar o Campeonato Brasileiro, o São Paulo vai ter de fazer aquilo que parece improvável: recuperar a confiança e ganhar jogos improváveis em meio à pressão. O primeiro deles será contra o Athletico-PR, domingo (17), na Arena da Baixada, estádio no qual o time paulista costuma ter sérias dificuldades. Caso alcance os três pontos em Curitiba, o São Paulo chega em boa condição para a “final” com o Internacional, na rodada seguinte, no Morumbi. 

Será que São Paulo e Diniz aguentam o tranco?

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.