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Quinta-feira

18 de Julho de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Neymar é imprescindível na Seleção

Apesar do título da Copa América e dos problemas do jogador, não dá para ficar sem ele

O Brasil ganhou a Copa América sem grandes dificuldades. Jogou um futebol correto, suficiente para superar adversários reconhecidamente mais fracos. O único que poderia fazer frente ao time de Tite era o Uruguai, eliminado precocemente por um Peru que foi longe de mais.

Títulos costumam esconder defeitos e falhas, mas, às vezes, também criam ideias que não se sustentam. Como, por exemplo, a de que Neymar não faz falta à Seleção Brasileira. É evidente que faz. Trata-se do melhor jogador do País, em que pese seu vasto arsenal de problemas e escolhas ruins dentro e fora de campo. Fosse a Copa do Mundo, e não a América, dificilmente o título viria sem o atleta mais talentoso da equipe.

Sim, ele já jogou duas vezes a Copa do Mundo e o Brasil não foi campeão. Ainda assim, não dá para comparar Neymar com Everton Cebolinha, por melhor que seja o atacante do Grêmio. Nem com Gabriel Jesus ou Roberto Firmino.

Na verdade, a conquista da Copa América pode ser mais um dos baldes de água fria que o destino tem jogado para acordar Neymar. Embora o conceito de que ele seja dispensável esteja mais baseado na emoção do que na razão, as próximas atuações pela Seleção vão demandar não só bom futebol, mas, também, comportamento exemplar. Afinal, não houve um único incidente “padrão Neymar” por parte dos brasileiros durante a Copa América.

Mas antes de se reafirmar na Seleção, Neymar precisa resolver qual camisa vai vestir na próxima temporada europeia. Com o caso Najila perdendo força, muito em função do que as investigações revelaram até aqui, o brasileiro sonha com o retorno ao Barcelona. O problema é que o clube espanhol dá canseira e mostra indiferença, mesmo que tudo não passe de jogo de cena.

E é bom que consiga voltar ao Barcelona mesmo, para ser coadjuvante de Messi com orgulho. Já pensou passar mais uma temporada disputando o Campeonato Francês e sonhando em levar o PSG ao título da Liga dos Campeões para, enfim, ser aclamado melhor do mundo? É esperar demais.

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