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Domingo

9 de Agosto de 2020

Paulo Corrêa Jr

Deputado estadual reeleito na Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa Jr. é formado em jornalismo e direito. Têm como bandeiras principais a descentralização do Porto, causas ligadas ao esporte e assistência social. É considerado um deputado metropolitano, pois sua base está espalhada pelas cidades que englobam a Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte.

Zona Laranja. E agora?

Espera-se dos prefeitos um pulso firme para que não tenhamos um novo surto da doença

Como eu havia previsto, e ao contrário do que alguns prefeitos insistiam em dizer, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira só passarão a ter o direito de cumprir as regras de isolamento mais brandas a partir do dia 15 de junho, com o reenquadramento feito só agora pelo Governo do Estado.

Passada essa fase, começamos um novo momento em que a teremos um tripé de responsabilidade. A sociedade, os empresários e o poder público terão que ter muita determinação para que as regras de distanciamento e higiene sejam rigorosamente cumpridas de forma que nossos números de novos casos e internação sejam cada vez menores. Isso porque, ao menor sinal de que as coisas estão saindo do controle, é bem provável que um novo comando de isolamento mais rígido seja imposto, levando novamente nossa economia a paralização. Exemplo claro que temos foi a Região de Ribeirão Preto em que as cidades retrocederam em relação à classificação.

Ao poder público é fundamental que haja a fiscalização no cumprimento das novas regras, além do uso do bom senso na aplicação. Espera-se dos prefeitos um pulso firme para que não tenhamos um novo surto da doença. Muito foi investido em novos equipamentos, mas estamos longe de suportar um colapso no sistema de saúde, seja qual for a cidade da Baixada Santista ou Vale do Ribeira.

Tenho inclusive proposto ao Governo e prefeituras que possamos juntos chegar a uma solução para os casos em que o cidadão, após a infecção e internação se vê obrigado a voltar para sua residência para um período de isolamento, colocando sua família e a sociedade em que vive, em risco. É preciso que possamos oferecer algo em condições dignas e saudáveis para esses casos de “pós-tratamento”.

A sociedade como um todo deve entender que esse afrouxamento não elimina todos os cuidados para que a transmissão da doença seja evitada e deverá usar máscaras e manter o hábito de higienização das mãos com álcool gel. 

O empresariado e o comércio deverão entender que essa volta será gradativa e que todas as obrigações exigidas devem ser cumpridas, incluindo o controle de horário, de fluxo e escala de funcionários. A pressa de qualquer um desses segmentos não trará de volta o movimento perdido nos dias parados e provavelmente só causará um retrocesso nos avanços conquistados.

Sempre fui favorável a reabertura do comércio e insisti muito no conceito de que isso tem que acontecer para que não tenhamos ainda mais problemas de desemprego e estagnação da economia regional. Vamos sempre colocar as vidas em primeiro lugar e, dentro de um novo padrão de comportamento, reequilibrar nossas vidas. Como diria José Saramago “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.

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