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Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Paulo Corrêa Jr

Deputado estadual reeleito na Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa Jr. é formado em jornalismo e direito. Têm como bandeiras principais a descentralização do Porto, causas ligadas ao esporte e assistência social. É considerado um deputado metropolitano, pois sua base está espalhada pelas cidades que englobam a Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte.

O fantasma do desemprego

Mesmo com a flexibilização de algumas medidas durante este período, tivemos uma mostra clara de que as coisas ainda levarão um bom tempo para voltarem a um patamar aceitável.

Passados mais de três meses do início da pandemia e fechamento obrigatório do comércio e empresas como forma de proporcionar o isolamento social, ainda não temos uma previsão otimista de retorno das atividades. E, mesmo com a flexibilização de algumas medidas durante este período, tivemos uma mostra clara de que as coisas ainda levarão um bom tempo para voltarem a um patamar aceitável.

Alguns segmentos – por tipo de produto ou serviço que comercializam – cresceram durante este período ou, pelo menos, sentiram menos os impactos das medidas de isolamento. Como não poderia deixar de ser, o e-commerce foi um deles. Porém, é bom entendermos que o que aconteceu foi uma “troca de formato” na compra. Deixamos de estar presencialmente em uma loja ou restaurante, para efetuarmos a compra pela internet.

Uma outra parte das empresas espera ansiosa que nossa região seja incluída o quanto antes na Zona Amarela, fazendo com que a população volte a cumprir algumas rotinas, aquecendo a economia e gerando um faturamento que possibilite o equilíbrio das contas.

Mas, infelizmente, existe um percentual de empresas que não suportou essa queda no consumo e tem promovido demissões ou mesmo fechando suas portas. Parte desse triste fato deve-se à ajuda anunciada pelo Governo que, por burocracia e demais atrasos, não chegou. Segundo o IBGE, o número de desempregados cresceu no país, só em maio último, cerca de 10%. Isso, por questões lógicas, deve ter acontecido em nossa região. Ontem a empresa Atento, em Santos, demitiu de uma vez só, 480 funcionários.

Diante dessa realidade, seria importante que fizéssemos uma frente envolvendo empresários de variados segmentos, poder público e trabalhadores da cidade, para traçarmos um plano emergencial de ações que possibilitem a blindagem dos empregos e empresas vulneráveis diante do ocorrido. E isso tem que acontecer o quanto antes.

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