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Sábado

19 de Outubro de 2019

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Vigilantes rodoviários

Em tempos em que as polícias costumam ganhar repercussão na mídia apenas por notícias negativas, é importante saber enaltecer o valor da corporação

No início de agosto, uma curiosa postagem no Facebook me chamou a atenção. Um rapaz relatou ter sido parado em uma blitz da Polícia Militar Rodoviária e, naquele momento, pensou que teria a moto e seus documentos examinados para fatalmente receber algum tipo de multa. Ledo engano. Ele e outros motociclistas foram surpreendidos: ganharam de presente uma antena corta-linha (que evita incidentes com linhas chilena e de cerol) oferecida pelos policiais.

O caso ilustra uma das muitas atividades educativas desenvolvidas por nossa Polícia Militar Rodoviária. Para se ter uma ideia, as concessionárias de rodovias de São Paulo receberam 2.198 ações do tipo entre janeiro e julho. O objetivo é difundir conceitos de educação no trânsito e segurança viária, mas também há programações voltadas às áreas de saúde e cultura.

Tais atividades podem soar como algo ‘menor’ no dia a dia do policial rodoviário, profissional responsável pelo policiamento ostensivo e pela preservação da ordem pública em toda a malha rodoviária paulista. Não é. Há mais de uma década, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) desenvolve junto à Polícia Rodoviária e as 20 concessionárias o Programa de Redução de Acidentes (PRA). Os resultados comprovam: nos 12 primeiros anos, o PRA reduziu em quase 50% o índice de mortes nas rodovias concedidas da 1ª etapa do Programa de Concessões.

O policiamento rodoviário, enquanto modalidade, foi criado por decreto estadual em 1948, à época com um efetivo de 60 homens. Em 1998, ao completar 50 anos, a corporação recebeu o reforço de 40 mulheres – que começaram a atuar no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Atualmente, a Polícia Rodoviária cobre mais de 20 mil quilômetros de vias com cerca de 4 mil policiais. É muito trabalho.

Em tempos em que as polícias costumam ganhar repercussão na mídia apenas por notícias negativas – muitas vezes devido a fatos isolados –, é importante saber enaltecer o valor da corporação. Em agosto, apresentei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um requerimento de congratulações ao coronel PM Lourival da Silva Junior, comandante da Polícia Rodoviária paulista.

É em razão do trabalho dele e de seus companheiros de ‘estrada’ que o Estado possui 18 das 20 melhores e mais seguras rodovias do Brasil, conforme pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) do ano passado. Nada é por acaso. Por isso que tenho muito orgulho da Polícia Rodoviária do nosso Estado.

Em tempo: sobre o problema citado no início do texto, a Alesp está para votar em breve um projeto de lei do deputado estadual Coronel Telhada, meu colega de partido, que proíbe a utilização do cerol e da linha chilena em território paulista.

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