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Quinta-feira

23 de Maio de 2019

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

O show tem que continuar

Fomos surpreendidos com a notícia de que o Projeto Guri sofreria reduções. O susto foi grande, mas, ainda bem, o pior não se concretizou

Governador João Doria informou, no início da semana, a manutenção do Projeto Guri (Foto: Divulgação)

O susto foi grande, mas, ainda bem, o pior não se concretizou. Na sexta-feira passada, fomos surpreendidos com a notícia de que o Projeto Guri, programa sociocultural de inclusão por meio da música destinado a crianças e adolescentes paulistas, sofreria reduções. Somente na Baixada Santista, são seis polos. A repercussão, claro, foi imediata – e negativa. Mas, gerou uma saudável mobilização de toda a sociedade ao longo do fim de semana em prol da manutenção das aulas.

Na segunda-feira pela manhã, tive a oportunidade de conversar com o governador João Doria (PSDB), que, por telefone, assegurou que havia repensado a decisão e ordenado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) que mantivesse inalterado o calendário do programa. Fato confirmado horas mais tarde. Uma atitude sensata do gestor do estado mais importante do país, que soube ouvir o clamor popular e repensar uma atitude questionável.

No dia seguinte, encaminhei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) uma moção aprovada ainda na segunda pela Câmara de Santos - por iniciativa da vereadora Audrey Kleys, do meu partido (Progressistas) - solicitando que o governo não apenas mantenha o Projeto Guri, mas estude formas de viabilizar a ampliação desse instrumento de inclusão e desenvolvimento. Somente na cidade de Santos, por exemplo, aproximadamente 300 jovens são atendidos.

Se, por um lado, uma batalha foi vencida, há, ainda, questões que preocupam. Como o Governo do Estado determinou um contingenciamento de mais de 20% no orçamento da Secec, outros contratos de gestão firmados com OSs (organizações sociais) que administram equipamentos e próprios públicos estaduais ligados à cultura, caso da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e da Pinacoteca do Estado, podem sofrer cortes que prejudiquem sua inegável qualidade.

A população deve se manter atenta. Nós, na Alesp, não vamos baixar a guarda. A mobilização continua.

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