Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

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O Brasil visto de cima

Santos deu início à utilização de drones, pela primeira vez, para identificar possíveis focos do mosquito transmissor da dengue

Na semana passada, Santos deu um importante passo no combate à dengue. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) utilizou pela primeira vez um drone, recém-adquirido pela Prefeitura, para identificar possíveis focos do mosquito transmissor na Passarela do Samba Dráuzio da Cruz. Já não era sem hora: a medida é mais do que bem-vinda, se faz necessária.

Ainda durante meu primeiro mandato como vereador, em 2015, fiz uma indicação ao Executivo sugerindo a adoção desse tipo de equipamento para complementar as ações de prevenção à doença. Por incrível que possa parecer, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a Administração Municipal de usar drones para fiscalizar telhados e imóveis abandonados. Mesmo com a cidade enfrentando uma epidemia.

De lá para cá, parece que os problemas causados pela doença fizeram o Governo Federal repensar a questão. A utilização e o plano de voo do aparelho na sexta-feira passada foram permitidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Ministério da Defesa.

Trata-se de uma vitória do bom senso – e que poderia ter sido alcançada antes. Em 2017, ainda atuando na Câmara de Santos, destinei duas emendas parlamentares de R$ 6 mil para a aquisição de dois drones: um para a Cohab Santista (para monitorar áreas de invasão, já em uso), outro para a Secretaria Municipal de Saúde. A visão questionável da Anac à época emperrou a utilização do equipamento pela segunda pasta. O recurso que indicamos naquela ocasião foi enfim usado agora, vencidos os trâmites burocráticos, no equipamento que deu o primeiro voo na Passarela do Samba.

Já na função de deputado estadual, estive em audiência com o governador João Doria (PSDB) e seu secretariado em outubro, quando tive a oportunidade de defender o uso desse tipo de aparelho nas atividades de segurança pública no Estado – reinvindicação que havia feito formalmente via Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) durante o primeiro semestre. Portanto, fiquei muito feliz quando o Palácio dos Bandeirantes anunciou, dois meses depois, a compra de 100 novos drones, que captam e transmitem imagens em tempo real ao Centro de Operações da PM (Copom). Alguns estão em uso na atual Operação Verão na Baixada Santista.

Se novas tecnologias podem ser adaptadas às mais diversas ações governamentais, seja na prevenção à proliferação de doenças, no combate ao crime ou na vigilância do patrimônio público, por exemplo, que novos investimentos sejam feitos no setor. Parar no tempo, neste caso, não significa apenas ficar para trás – pode é acabar custando caro.

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