Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

Equilíbrio na balança

As urnas eletrônicas da Baixada Santista revelaram um número curioso no domingo passado

As urnas eletrônicas da Baixada Santista revelaram um número curioso no domingo passado. Dos 134 vereadores em atividade atualmente na região, apenas 66 garantiram vaga na próxima legislatura. Ou seja: houve uma renovação de metade dos parlamentares das nove cidades.

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços!

O movimento é interessante. O fato de ser um novato não torna o candidato necessariamente bom. Mas, é inegável, a reestruturação traz ares novos para qualquer casa de leis. Os iniciantes costumam chegar com fôlego redobrado, vontade de aprender e munidos de ideias. Não menos importante: representam algum segmento da sociedade que, democraticamente, o alçou à cadeira.

Por outro lado, o desfecho das eleições proporcionais por aqui coroou vereadores que, ao longo de quatro anos, tiveram seu trabalho aprovado por boa parte da população. Uma vez conhecido do eleitor, cabe ao parlamentar exibir seu ‘portfólio’ ao final do mandato: quais foram suas principais ações, posicionamentos e propostas. O que é avaliado pelo júri popular.

Essa total proporcionalidade – novidade e experiência – tende a criar um desejável equilíbrio de forças nas nossas câmaras. E assim esperamos que seja. Afinal, são esses personagens que terão a responsabilidade de conduzir os respectivos legislativos municipais durante uma provável nova fase da pandemia do novo coronavírus e, ao mesmo tempo, o processo de retomada econômica das cidades. Não vai faltar trabalho: os novos olhares aliados àqueles mais experimentados podem suscitar benéficos debates e ações.

Minha iniciação na vida pública se deu num parlamento municipal – mais especificamente, no de Santos. Não foi uma tarefa fácil conseguir a vaga. Procurei praticar tudo que me norteava antes de chegar à Casa. Aprendi com derrotas, mas obtive muitas conquistas. Sempre seguindo minha consciência: inclusive quando, mesmo sendo da base de situação, votava contra o executivo. Acabei reeleito, em 2016, com o apoio de 24.765 munícipes – a maior votação da câmara santista.

Desejo um mandato profícuo e cheio de iniciativas aos 67 parlamentares que iniciam sua jornada e aos 66 que retornam, no ano que vem, para mais uma caminhada. Vamos precisar de vocês. Sucesso a todos.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.