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Quarta-feira

18 de Setembro de 2019

Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP) e membro do diretório nacional do partido. Foi superintendente da Funasa no Estado de São Paulo, vereador na cidade de São Vicente (SP), além de suplente de deputado estadual e candidato a prefeito no município.

Raiva animal: Prevenir ainda é o melhor remédio

Principal maneira de prevenir a doença é por meio da vacinação antirrábica

Recentemente foi noticiado mais um problema relacionado a distribuição da vacina contra a raiva animal que impactaria diretamente na realização da campanha anual de vacinação antirrábica, geralmente realizada no mês de agosto.

A raiva é uma doença grave e letal em quase 100% dos casos, e a principal maneira de prevenir a doença é por meio da vacinação antirrábica.

Dessa forma os estados e municípios promovem, periodicamente campanhas de vacinação com agentes de combate a endemias e técnicos de centros de vigilância ambiental, que visitam os bairros realizando o trabalho de imunização dos animais.

A vacinação animal contra a raiva é a principal maneira de garantir a saúde dos pets e até dos seres humanos, evitando a disseminação do vírus. Isso porque a raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados. A contaminação pode ocorrer de forma bem simples, através da mordida, de um arranhão ou até mesmo de uma lambida.

Ao longo dos últimos 30 anos com a intensificação das ações de vigilância e controle da raiva canina e felina registramos em nosso país queda significativa nas taxas de mortalidade por raiva humana. No período de 2010 a 2018, foram notificados 36 casos de raiva humana. Desses, nove tiveram o cão como animal agressor, dezenove por morcegos, quatro por primatas não humanos, três por felinos e em um deles não foi possível identificar o animal agressor.

Em 2017 foram registrados seis casos de raiva humana e no ano passado foram registrados 11 casos no Brasil. As campanhas anuais de vacinação de cães e gatos no Brasil são as responsáveis pela significativa redução de casos de raiva humana e representam uma grande vitória para a saúde pública. O país saiu de um cenário de mais de 1.200 cães positivos para raiva e uma taxa de mortalidade de raiva humana por cães de 0,014/100 mil habitantes em 1999, para um cenário de 09 casos de raiva canina e nenhum registro de raiva humana por cães em 2018.

Entretanto, uma crise na distribuição das vacinas contra raiva animal no estado de São Paulo tem preocupado a população e pode afetar de maneira drástica os números positivos que vínhamos obtendo até aqui. No período entre 2012 e 2016 as coberturas vacinais de cães sofreram variações na quase totalidade dos municípios do país, sendo que em alguns anos, estiveram abaixo dos 80% da população canina estimada vacinada.

Aqui na Baixada Santista, devido à falta de doses, não foi possível realizar a tradicional campanha de vacinação antirrábica em agosto. Diante disso entramos em contato com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, solicitando esclarecimentos pelo atraso no envio das doses da vacina e a garantia de que os municípios paulistas receberiam as doses necessárias para a imunização.

Conseguimos mais uma vitória! O ministro foi sensível ao nosso pedido e garantiu que até novembro o envio das vacinas estaria normalizado.

A nossa iniciativa teve como objetivo garantir a proteção da vida animal e também da nossa população, pois a raiva é uma infecção viral mortal de fácil contágio e a vacinação ainda é a medida de prevenção mais eficaz contra a doença.

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