Eduardo Silva

É Diretor de Jornalismo da TV Tribuna. Além de dirigir a afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, é comentarista esportivo da TRI FM.

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Encontro de ídolos

O feriado prolongado foi uma ótima oportunidade para alguns dos grandes ídolos do Santos Futebol Clube reencontrarem um grande amigo: o ex-lateral esquerdo Rildo da Costa Menezes

O feriado prolongado foi uma ótima oportunidade para alguns dos grandes ídolos do Santos Futebol Clube reencontrarem um grande amigo: o ex-lateral esquerdo Rildo da Costa Menezes, que mora nos Estados Unidos. Rildo, de tempos em tempos faz uma visita aos velhos companheiros. Ele é uma figura. Assim que o encontrei com os parceiros do Santos, no restaurante de Aarão Alves, filho de Manoel Maria, ele já foi brincando. “Se não tiver cachê, não vai dar para te atender”.

Deixando a brincadeira de lado, Rildo fez questão de falar. “Quando eu venho para Santos eu preciso encontrar o Manoel Maria, Edu, Clodoaldo e Negreiros. E eles nunca falham”. A resenha é divertida e o craque Edu não resiste a cada história de Rildo. Edu abre aquele sorrisão e lembra. “Quando seo Antonio Fernandes escalava o Rildo ele já vinha com aquela música. O marinheiro marinheiro,  mas quando não estava escalado a música  mudava e ele ficava bravo”. Para os mais jovens, que não conheceram ou leram sobre Rildo, bastaria apenas registrar que Rildo jogou nos maiores times do Brasil nos anos 60.

Rildo da Costa Menezes, ex-lateral do Santos FC (Foto: Arquivo pessoal)

De 61 a 66 defendeu o Botafogo de Futebol de Regatas, o Glorioso da Estrela solitária. E de 67 a 72 veio para o Santos encontrar uma constelação de estrelas do futebol mundial. Rildo lembra de cada detalhe da vida dos amigos. “Nenhum time do mundo teve dois pontas tão bons ao mesmo tempo. O Edu tinha que ser titular na Copa de 70 e o Manoel Maria tinha que ser convocado para a Copa do México”. Mané Maria, Edu e Clodoaldo eram mais jovens e ganharam o maior apoio de Rildo que veio consagrado do Botafogo.

Clodoaldo lembra: “nós éramos jovens e o Rildo sempre tinha uma palavra de apoio. Dava força, passava confiança”. Manoel Maria concorda: “ter um cara experiente como ele incentivando a gente era o máximo”. Edu fica feliz ao falar do amigo: “nós jogávamos pelo lado esquerdo, tínhamos um bom entrosamento, mas eu pedia pra ele não atacar muito pra não me espremer no canto, rsss”.  Rildo ainda conversou com Pelé, por telefone. O Rei do futebol também o levou para o Cosmos de Nova York, nos anos 70. Rildo continuou por lá e até hoje só volta nas férias.

Esse encontro revelou um dos segredos do sucesso daquele inesquecível time da Vila Belmiro. “Nós tínhamos muita amizade. Jogávamos pelo Santos, mas também pelos amigos. Era uma sintonia maravilhosa. Por isso, podíamos até perder alguns jogos, mas era difícil perder um campeonato. Que saudade”, completou o brincalhão Rildo no encontro com os amigos. Foi um daqueles reencontros onde todos ficam felizes. Os jogadores ao relembrarem suas façanhas e quem tem a chance de ficar ouvindo esses ídolos. Ganhei o fim de semana. Muito obrigado meus ídolos, Edu, Clodoaldo, Manoel Maria e Rildo.

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