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Terça-feira

7 de Julho de 2020

Eduardo Silva

É Diretor de Jornalismo da TV Tribuna. Além de dirigir a afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, é comentarista esportivo da TRI FM.

Craque da simpatia

Sérgio Paes de Mello, o Serginho, que passou por clubes como Portuguesa Santista e Palmeiras, falaceu nesta quinta-feira

Meus amigos essa quinta-feira, dia 2 de abril, começou com uma notícia muito triste. Pelo grupo de watsapp dos veteranos da Portuguesa Santista recebo a informação da morte do Sérgio Paes de Mello. O Serginho, da Portuguesa Santista, o Serginho, do Palmeiras, do futebol de praia com a camisa do Náutico, do Hospital São Lucas e de tantos cantos diferentes.

O Serginho era assim mesmo. Era de todos os lugares. De todos os amigos. Um cara espetacular. Era uma daquelas pessoas que dava prazer encontrar. Bom papo, sorridente, agradável. Quando se aproximava o mês de novembro, eu já ligava ou mandava mensagem para saber se ele iria ao Encontro de Veteranos da Portuguesa Santista. A presença dele era muito esperada, porque sempre incentivava a confraternização, criada pelo radialista Walter Dias, justamente pelo prazer dele em encontrar os antigos companheiros da Briosa.

Serginho era um exímio contador de histórias. Tinha uma memória excelente e um jeito muito divertido de contar suas passagens no futebol. Certa vez, ele lembrou dos jovens que surgiram na Briosa, dos velhos amigos, como Clóvis Queiroz, Adelson, Marçal, João Carlos, Pereirinha, entre tantos outros. Sobre os tempos de Palmeiras, além do prazer de jogar com craques como Ademir da Guia, Luis Pereira, Djalma Santos e Leão, ele sempre brincava que seus cruzamentos certeiros consagraram o atacante argentino Artime. No futebol de praia fez história no famoso Náutico, do meu grande amigo Gigi. Tem fotos históricas do Serginho ao lado de Toninho Guerreiro, Roberto Rivellino e até o Rei Pelé como goleiro do Náutico.

Serginho driblou muita gente nos gramados, e nos últimos anos lutou contra um grave doença pulmonar. Nos últimos tempos, as conversas eram pelo ZAP, mas ele sempre tinha uma sacada inteligente, uma palavra amiga e carinhosa. É um sentimento estranho. De tristeza pela partida de um ídolo, mas sem esquecer da imagem simpática, positiva e de alto astral. Toda vez que lembramos dele, com certeza, vamos recordar da sua marca registrada: o sorriso. Sempre largo e cativante.

Serginho, ao lado de Ademir da Guia, nos tempos de Palmeiras (Foto: Portal Terceiro Tempo)
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