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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Editorial A Tribuna

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Pesquisa de Saúde

IBGE deu início a coleta de dados que retrata as condições de saúde da população brasileira e ao acesso aos serviços do setor no País

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta semana a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que retrata as condições de saúde da população brasileira e ao acesso aos serviços do setor no País. Com um ano de atraso, o trabalho compreende a realização de entrevistas em 108 mil residências de 2.167 municípios, e mobilizará 1.200 entrevistadores, com previsão de conclusão para fevereiro de 2020.

Trata-se de importante levantamento, fundamental para definir políticas públicas e ações de prevenção para a saúde no Brasil. Ele é considerado o mais completo na América Latina pelo tamanho e extensão do público que será ouvido, e também pela abrangência dos temas que serão levantados. Além da investigação sobre a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, visa quantificar a população com incapacidades físicas e levantar dados sobre sedentarismo, tabagismo, dieta e álcool.

A primeira edição da PNS foi realizada em 2013, com a intenção de atualizar os dados a cada cinco anos. Ela começa agora a ser realizada, e não em 2018, como deveria ter ocorrido, por razões orçamentárias e também pelo aperfeiçoamento do questionário a ser aplicado, que é complexo e envolve diferentes demandas da sociedade.

Um dos fatores que adiou a realização da pesquisa foi a necessidade de compra de balanças para pesar os entrevistados. A ideia é promover a radiografia mais perfeita sobre a incidência da obesidade, grave problema de saúde pública que atinge todo o mundo (e não apenas os países desenvolvidos), ao mesmo tempo em que é detectada a mediana de peso e altura da população. Destaque-se ainda que a pesquisa terá um módulo sobre atividade sexual, a ser aplicado aos moradores maiores de 18 anos.

A saúde é apontada, em todas as pesquisas de opinião, como o grande problema nacional. Há deficiências no atendimento, seja em nível básico, nas Unidades de Saúde, seja nas internações hospitalares. Faltam médicos, remédios gratuitos, orientação para gestantes. A PNS certamente irá documentar esse quadro com detalhes importantes, levando em conta as grandes diferenças regionais.

É preciso ainda compreender as mudanças sociais, culturais e econômicas que afetam a saúde da população. Embora ainda haja graves problemas com doenças transmissíveis, com epidemias de dengue, febre amarela e sarampo, tem crescido, com o passar do tempo e a evolução da medicina, a presença de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.  

Os hábitos de vida moderna, que indicam sedentarismo, por um lado, e alimentação inadequada, por outro, são graves complicadores da qualidade de vida e da saúde da população. Conhecer essa realidade, em detalhes, é fundamental para que ações possam ser programadas e realizadas, e a PNS é peça chave nesse processo. 

 

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