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Segunda-feira

18 de Novembro de 2019

Editorial A Tribuna

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Mortes no trânsito regional

No cômputo geral, houve queda no número de mortes, quando comparado com igual período de 2018, embora a situação seja distinta nas várias cidades

Dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado (Infosiga-SP) permitem a análise sobre as ocorrências registradas na Baixada Santista nos sete primeiros meses de 2019. No cômputo geral, houve queda no número de mortes, quando comparado com igual período de 2018.

Elas recuaram 4,85%, passando de 165 para 157 casos, embora a situação seja distinta nas várias cidades: houve diminuição significativa em Santos (de 33 para 19 óbitos, com queda de 42%) e em Praia Grande (de 30 para 22 mortes, com redução de 37%), mas foi registrado aumento expressivo em Itanhaém (de 11 para 19, correspondendo a 73%).

Quando são considerados os tipos de acidente que vitimaram pessoas, nota-se a redução nos acidentes com moto (de 60 para 57 mortes), pedestres (de 54 para 45 mortes) e em outros veículos (de 30 para 19 mortes). Em contrapartida, houve aumento no número de ciclistas vítimas de acidentes fatais, que passou de 21 para 33 casos.

Também neste caso, nota-se variação nos vários municípios da região: enquanto Mongaguá e Peruíbe não tiveram nenhum caso registrado no período janeiro a julho de 2018 e 2019, e Praia Grande e Guarujá reduziram as vítimas fatais (de 7 para 3, e de 5 para 3, respectivamente), aumentaram as mortes nas demais cidades, com destaque para Cubatão (de 2 para 9) e em São Vicente (de 1 para 7).

Merece atenção o crescimento de ciclistas vítimas de acidentes. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Ciclistas (ABC), Jessé Teixeira Félix, os atropelamentos acontecem principalmente nos percursos curtos, que não contam com ciclovias ou ciclofaixas, evidenciando a necessidade de desenvolver projetos e obras para ampliar a atual malha. Vale destacar que as cidades que mais tiveram redução do número de óbitos são aquelas que investiram na abertura de ciclovias nos últimos anos. 

Nesse sentido, é importante que a reavaliação do planejamento de mobilidade urbana regional, a ser desenvolvida pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), leve em conta essa questão, na medida em que é crescente o uso das bicicletas como meio de transporte, não só dentro das cidades como também na mobilidade entre elas, tendo em vista a circulação de pessoas para trabalhar, estudar e utilizar serviços na região.

O número absoluto de mortos - 157 - nos primeiros sete meses deste ano deve ser considerado. São mais de 22 pessoas vítimas fatais em acidentes de trânsito por mês, reforçando a necessidade de ações de prevenção, com campanhas educativas e de esclarecimento da população sobre os riscos existentes. Os idosos, especialmente, são vulneráveis: 4 em cada 10 óbitos em atropelamentos de pedestres aconteceram entre indivíduos com mais de 60 anos, demonstrando a importância de cuidados maiores para essa faixa etária.

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