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Domingo

17 de Novembro de 2019

Editorial A Tribuna

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Aumento do emprego regional

Números do Caged apontam saldo positivo de vagas em setembro no País

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes ao emprego com carteira assinada, mostraram saldo positivo em setembro no País. Foram geradas 157.213 vagas no mês, confirmando a trajetória positiva em 2019 (apenas em fevereiro houve queda) e o balanço do ano mostra que as contratações somam 761.776, superando o registrado no mesmo período de 2018, quando foram criados 719.089 postos de trabalho formais.  

Há vários indicadores positivos: foi o melhor desempenho para o mês de setembro desde 2013; todas as 27 unidades da federação tiveram saldo positivo na geração de empregos e, com exceção de serviços industriais de utilidade pública, todos os outros setores registraram crescimento. O setor de serviços, o maior empregador da economia nacional, segue liderando a recuperação, com abertura de 64,5 mil vagas. Mas merece atenção o resultado da indústria de transformação, que gerou 42,1 mil novos empregos, o comércio (+ 26,9 mil) e a construção civil (+ 18,3 mil). 

A região Nordeste, que sofreu mais com a crise econômica de 2014/2016, foi a que mais abriu postos de trabalho (57.035), superando o Sudeste (56.883). Como o saldo foi positivo em todas as regiões, pode-se afirmar que o processo de retomada está atingindo todo o País, fato que é bastante positivo. A nota dissonante foi a queda do salário médio do trabalhador brasileiro: o valor médio de admissão em setembro foi R$ 1.604,60, inferior ao do mês anterior (R$ 1.616,60). Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) referentes a 2018 confirmam essa situação: trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada ou que integram o serviço público receberam, em média, R$ 3.060,88, enquanto que, em 2017, o valor foi R$ 3.075,33, já corrigido pela inflação. 

De modo geral, os números são positivos e animadores, e confirmam a trajetória de alta no emprego, embora ainda insuficiente para repor os postos de trabalho perdidos no período de recessão recente.  

Na Baixada Santista, o quadro foi semelhante: em setembro abriram-se 1.038 vagas, sinalizando melhoria, mas novamente constata-se que o desempenho regional foi inferior ao registrado no País. Na comparação com o mesmo mês de 2018, houve recuo, já que em setembro do ano passado tinham sido criadas 2.126 novas vagas, e o acumulado de 2019 segue ainda negativo, com perda de 651 postos de trabalho (entre janeiro e setembro de 2018 a redução foi menor, de 366 vagas).  

Outro ponto a preocupar é o baixo resultado de Santos, o maior polo empregador da região, que teve saldo de apenas 4 postos de trabalho no mês. Ainda assim, é importante notar que todas as cidades apresentaram desempenho positivo, com avanço na construção civil (mais 135 vagas), setor que enfrentou enormes dificuldades nos últimos tempos.  

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