EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

3 de Julho de 2020

Editorial A Tribuna

A Tribuna é o maior e mais antigo jornal impresso a circular na Baixada Santista. São 126 anos contando e publicando histórias

A luta contra as fake news

Autoridades, a impresa e a sociedade desempenham papel estratégico neste combate

O fenômeno das notícias falsas, das mentiras de caráter político – as fake news, expressão que ganhou fama mundial nos discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump –, tem estado entre os temas mais debatidos pela sociedade brasileira desde as últimas eleições, no final de 2018. E com o sufrágio de 2020 se aproximando, ele ganha evidência ainda maior, especialmente pelo risco que representa à preservação da democracia.

Nesse processo, a fiscalização pelas autoridades, o pleno serviço da imprensa e uma sociedade ciente de seu papel cívico e de sua responsabilidade política são elementos essenciais para se combater as nefastas fake news.

No último domingo, a principal reportagem de A Tribuna tratou desse fenômeno como um dos principais desafios para a preservação do sistema democrático. O texto destacou a importância de o cidadão averiguar a veracidade do que publica ou compartilha nas mídias digitais e, também, o papel que o jornalismo tem, ao produzir e divulgar notícias com qualidade e profissionalismo. Ainda chamou a atenção para os impactos das informações falsas, especialmente nas cidades de menor porte, que muitas vezes não contam com veículos de comunicação consolidados e bem estruturados.

Esse cenário deixa evidente o quanto o processo democrático e as ameaças que ele sofre são questões a serem tratadas por toda a sociedade, sem exceções. As notícias falsas, especificamente as de cunho político, devem ser duramente combatidas. Nessa justa guerra, as autoridades eleitorais estão entre os principais agentes que lutam contra as inverdades que buscam influenciar a corrida eleitoral. E se for percebida a ausência de uma base legal para melhor fazê-lo, que nosso Legislativo atue, proporcionando as ferramentas necessárias para que Executivo e Judiciário possam eliminar tais ataques.

Outro ator de destaque é a imprensa, com o papel de buscar a verdade. Sua atuação ao cobrir e levar à sociedade os principais fatos de um processo eleitoral passa a ter maior importância e, em especial, uma responsabilidade ainda mais evidente, diante da ocorrência das fake news. Mais do que nunca, o jornalismo se mostra como uma das principais armas para proteger o sistema democrático, especialmente dos inimigos que jogam com desinformações.

Esse bom combate ainda é travado por mais um ator, certamente o protagonista – o cidadão. Cabe a ele acompanhar com interesse e de forma responsável a corrida eleitoral e seus candidatos, pesquisando históricos e verificando os fatos apresentados, especialmente quando surgem de fontes duvidosas.

Enquanto eleitor, o cidadão deve saber que sua atuação não se resume aos minutos que passa diante de uma urna eleitoral para escolher seus representantes. Na verdade, ela é bem mais ampla e intensa, continuando bem depois do resultado das urnas. Sua missão é, enfim, ser um eterno vigilante do processo democrático.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.