Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

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Gravar vídeos: Por que parece fácil, mas não é

Afinal de contas, não é só chegar, abrir a boca e começar a falar?

Você já tentou conversar com um interlocutor invisível? Pior. Você já tentou falar como se o interlocutor estivesse na sua frente, mas ao invés dele você tivesse que olhar para a lente de uma câmera? E se, além de tudo isso, você ainda tivesse que parecer tranquilo, à vontade, natural, e transmitir o máximo de credibilidade?

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Não parece uma tarefa muito simples, mas é mais ou menos isso que se espera de nós quando tentamos gravar um video. Mas, por que é tão difícil? Afinal de contas, não é só chegar, abrir a boca e começar a falar?

Aprendemos a falar quando ainda somos bem pequenos, e praticamos isso diariamente. Falamos em casa, na rua, no trabalho. Em todo lugar utilizamos nossa comunicação de uma maneira tão absolutamente fácil e natural que não nos damos conta de alguns fatores importantes para que isso aconteça.

O primeiro deles é que comunicar implica alguém que manda uma mensagem e alguém que a recebe. Subentende-se, então, que são necessárias pelo menos duas pessoas para que haja comunicação. Mas além disso, há um outro acordo subentendido. Na comunicação presencial, o contato de olhos é fundamental. Funciona como um grande facilitador e garante a efetividade da comunicação. Juntamente com a expressão facial, a postura e os gestos, o contato de olhos fornece pistas sobre a veracidade das informações, sobre a agradabiidade da conversa, sobre a aceitação ou rejeição do interlocutor, entre tantas outras informações subliminares. É por meio dessas pistas que monitoramos nossa própria comunicação. É por meio da reação do interlocutor que retroalimentamos nossa comunicação, corrigindo ou reforçando alguns aspectos.

Isso acontece diariamente em todas as nossas relações comunicativas. Não controlamos essa comunicação subliminar. Ela acontece independente da nossa vontade, regula nosso comportamento comunicativo sem percebermos e tem um enorme peso para a efetividade da comunicação.

E é exatamente essa comunicação subliminar que não existe quando falamos diante de uma câmera. Aí, o que normalmente é tão facil e natural torna-se um pouquinho mais dificil.

Pra facilitar essa tarefa, antes de gravar, faça um exercício mental e experimente imaginar:

  1. O INTERLOCUTOR para quem voce vai mandar sua mensagem
  2. O AMBIENTE onde poderia acontecer essa interação
  3. O MOTIVO principal que te levou a gravar esse recado

Tenho certeza que você vai gravar com mais facilidade e ainda vai parecer mais natural!

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