Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

Como se livrar dos vícios de linguagem

Quando são muito frequentes, tornam-se um ruído de comunicação, atrapalham a concentração de quem ouve, e enfraquecem o poder das palavras de quem fala

Já percebeu que tem algumas palavra ou expressões que se repetem com frequência na sua fala? Além de não acrescentarem nada, elas  podem estar desviando a atenção, revelando insegurança e pouco domínio do assunto. Mas por que essas expressões   se tornam um vício de linguagem , a ponto de não percebermos mais quantas vezes a repetimos?

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Para nos comunicarmos, alternamos turnos de fala. Isso significa que sabemos, intuitivamente, que temos que aguardar a nossa vez de falar, em um diálogo. Quando nós estamos falando, as outras pessoas, aguardam a sua vez de falar. A maioria dos vícios de linguagem acontece para preenchermos a nossa vez de falar, enquanto organizamos as palavras que serão ditas em seguida. Expressões como Ahn....Ehhhh.....são exemplos de “conectores”  que se interpõe em nossas frases para ligar nossas ideias, de forma que ganhamos tempo e não perdemos nossa vez de falar.

Há também alguns outros vícios de linguagem, como “né?”, “tá?”, “entendeu?” cuja função   é um pouco diferente: Veja que os três exemplos vêm na forma de pergunta, e podem indicar uma necessidade inconsciente do falante, de obter aprovação para continuar falando.

Em todos esses casos, o problema não está no uso isolado deles, mas na frequência com que eles aparecem na nossa fala. Quando são muito frequentes, tornam-se um ruído de comunicação, atrapalham a concentração de quem ouve, e enfraquece o poder das palavras de quem fala.

A melhor maneira de diminuir a frequência dos vícios de linguagem é fazer as pazes com o silêncio. E o silêncio, na nossa fala, recebe o nome de “Pausa”. As pausas tem um poder imenso: é momento de oxigenação para nosso cérebro, ajudam a nos organizar, alem de servirem para enfatizar o que vem na sequencia. Além disso, as pausas são muito bem-vindas por quem nos ouve:  facilitam o entendimento e dão tempo para que as novas informações sejam processadas.

Então, experimente pausar mais da próxima vez que tiver que falar. Você verá que as pausas podem levar sua comunicação para um outro nível. Boa sorte!

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.