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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Santos quebra todos os recordes de chuva dos últimos 27 anos

Em 2019, de janeiro até hoje, já choveu 2.552 milímetros na cidade; a média anual de chuva foi de 2.498 milímetros por metro quadrado

Nunca choveu tanto em Santos. Os índices pluviométricos chegam a surpreender até os climatologistas mais experientes. Nos últimos 27 anos, a média anual de chuva foi de 2.498 milímetros por metro quadrado. Em 2019, de janeiro até hoje, já choveu 2.552 milímetros. Os dados são da ONG Amigos da Água.

Segundo especialistas, esse número deve, facilmente, ficar acima dos 3.000 milímetros ao fim de 2019. Já tivemos, sim, anos chuvosos. Mas poucos como o atual e absolutamente nenhum com tanta chuva nos primeiros seis meses que se passaram.

Conversei, agora há pouco, com o climatologista Rodolfo Bonafim para esclarecer essa situação. Segundo ele, esse número é surpreendente mas, claro, tem lá suas explicações. A verdade, porém, é que ninguém sabia que isso poderia acontecer.

"Nas primeiras previsões ninguém imaginava isso. Extrapolou demais. Não fazíamos ideia de que poderia ter tanta chuva em Santos. Parece que não chove muito porque não é todo dia que chove. O problema é que, quando chove, chove demais. Muito mesmo. São chuvas pontuais e fortes. Não aconteceu isso em três décadas", diz.

Segundo Bonafim, uma das causas desse fenômeno é o famoso El Niño. "A temperatura do Oceano Pacífico está acima da média. Água mais quente, mais evaporação e mais chuva. A água do Atlântico também está com temperaturas acima da média. Tivemos recordes em Fevereiro, Abril e Maio", conta.

A chuva, porém, pode diminuir nas últimas horas. A massa de ar polar ainda não chegou na Baixada Santista, como previsto desde o início da semana. Esse frio de trincar os dentes, porém, deve finalmente aparecer no sábado, quando a área central dessa massa estará de passagem pela região. "Amanhã teremos frio de verdade", brinca Bonafim.

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