EDIÇÃO DIGITAL

Sábado

19 de Outubro de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Médicos retiram mais de 40 larvas que 'comiam' cabeça de menina em Praia Grande

Segundo especialistas, a doença é mais comum em animais

Um caso em Praia Grande tem chamado a atenção de muita gente. Uma menina de apenas sete anos, moradora da cidade, foi diagnosticada com uma espécie de larva que se alimenta da carne na cabeça dela. Segundo especialistas, a doença é mais comum em animais.

O problema é tão grave, e tão incomum em seres-humanos, que um veterinário está ajudando a equipe médica a acompanhar a situação. Apenas nesta semana, 40 larvas foram retiradas de dentro da cabeça da menina, que está recebendo toda a assistência do corpo médico do Hospital Irmã Dulce.

Exame de raio-x mostra concentração de larvas em cabeça de menina (Foto: Reprodução/Boca no Trombone PG)

O caso é tão inusitado que, nos últimos dias, o Conselho Tutelar da cidade passou a acompanhar a situação. Poucas informações, porém, seguem sendo divulgadas, já que a história é mantida em sigilo por conta da vulnerabilidade dos envolvidos.

De acordo com o médico veterinário Fabiano Miranda, algumas larvas já estavam em uma posição muito profunda na cabeça da menina. "Após a remoção, o risco foi controlado. As larvas retiradas já estão saindo mortas. As mais profundas estava comendo a cabeça da menina", disse ao G1.

Segundo especialistas, a doença é causada pelos ovos da mosca que, quando depositados em ferimentos abertos na pele, se tornam rapidamente larvas destrutivas. Uma hipótese investigada é que a menina tivesse ferimentos causados por piolhos, mas a mãe negou essa informação. A menina segue internada.

Tudo sobre:
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.