SPU culpa Companhia Docas por atraso na cessão de terreno a caminhoneiros

Órgão federal responsabiliza a Codesp por demora em cessão de área

Por: Fernanda Balbino & Da Redação &  -  22/02/19  -  00:25
Antigo terreno da RFFSA na Alemoa está reservado para implantação de estacionamento de caminhões
Antigo terreno da RFFSA na Alemoa está reservado para implantação de estacionamento de caminhões   Foto: Carlos Nogueira

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) apontou a “inércia" da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) como o motivo para a demora da cessão definitiva do terreno que abrigará um estacionamento de caminhões, na Alemoa, no Porto de Santos. Nesta quinta-feira (21), caminhoneiros se reuniram com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), para discutir a falta de vagas para esses veículos na cidade.


O problema, que já é antigo no cais santista, se tornou ainda mais crítico diante da desocupação de um terreno utilizado por 200 caminhoneiros nos últimos anos. Agora, a ideia é debater novas opções de vagas, como esta área da União, na Alemoa, que depende de um parecer da Secretaria Nacional de Portos (SNP) para ser cedida à autoridade portuária. Trata-se do terreno que pertencia à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), na Alemoa. A área está sob responsabilidade da SPU, que chegou a cedê-la à Docas em 2016, mas revogou a cessão. Segundo o órgão, isto ocorreu porque, no ano passado, a SNP decidiu rever a Poligonal do Porto. Assim, a SPU revogou a cessão provisória com o objetivo de dar nova destinação à área.


O terreno, com 226,7 mil metros quadrados, fica na Avenida Engenheiro Augusto Barata (Retão da Alemoa). Agora, segundo a SPU, o imóvel que será destinado à Codesp teve sua área reservada para estacionamento reduzida para cerca de 100 mil metros quadrados. Antes, a expectativa da Codesp era abrigar 800 caminhões no local. No entanto, “a concretização dessa nova destinação depende de parecer final da Secretaria Nacional de Portos”, informou a SPU.


Plano de ação 


Procurado, o Ministério da Infraestrutura, responsável pela Secretaria Nacional de Portos, informou que a pasta e a Codesp, “em parceria com a Prefeitura de Santos, irão definir um plano de ação para a solução do problema, com a urgência que o caso requer”.


Procurada, a autoridade portuária informou que está agendando uma reunião com os representantes dos caminhoneiros. E destacou que “em meio ao processo de transição, a nova diretoria está levantando todas as informações sobre o trâmite do processo junto ao SPU para avaliar a situação e, junto às autoridades competentes, encaminhar as possíveis soluções para o melhor equacionamento dessa situação”. 


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