Navio 'Rook' encontra nova mancha na Barra de Santos ao deixar o Porto

Tripulação percebeu um foco de poluição ao deixar o cais santista e acionou a autoridade ambiental

Por: Fernanda Balbino  -  16/01/19  -  18:33
Graneleiro escalou em Santos para descarregar fertilizantes
Graneleiro escalou em Santos para descarregar fertilizantes   Foto: Carlos Nogueira/AT

O navio graneleiro 'Rook', suspeito de ter relação com o surgimento de uma mancha no mar em quatro cidades da região, deixou o Porto de Santos nesta terça-feira (15). Na partida, sua tripulação percebeu um foco de poluição na Barra e acionou a autoridade ambiental. Novas amostras do poluente foram encaminhadas para análise, na manhã desta quarta-feira (16).


As suspeitas sobre o navio surgiram no último dia 10, quando uma mancha no entorno do navio foi flagrada pela Receita Federal, durante patrulha na área de fundeio do Porto. Na ocasião, a embarcação estava carregada com 10.852 toneladas de fertilizantes e aguardava para atracar no cais santista.


Segundo a agente ambiental do posto local do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ana Angélica Alabarce, as autoridades trabalham com duas hipóteses: ou os porões da embarcação foram lavados, e os resíduos de produtos químicos despejados no mar, ou o produto vazou acidentalmente.


“Realmente, ontem foi constatada uma nova mancha pela tripulação. Mas, ela também pode ser aquela antiga que acabou se quebrando, até porque era muito grande”, disse a agente.


Segundo Ana Angélica, a área afetada pelo poluente pode ultrapassar dois quilômetros. Por isso, outras partes da mancha ainda podem surgir em Santos, São Vicente, Guarujá ou Praia Grande.


Peixes mortos foram encontrados nas praias da região (Foto: AT Online)


Além deste foco de poluição, foi encontrado um grande volume de peixes mortos na região – nas proximidades da Ilha da Moela, em Guarujá, e do Forte do Itaipu, em Praia Grande.


Por enquanto, o Ibama aguarda o resultado das análises coletadas na quinta-feira e também dos peixes mortos. Já a constatação da tripulação do 'Rook' será avaliada a partir pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).


Se confirmado que a mancha teve como origem a embarcação, os responsáveis pelo cargueiro serão multados. A sanção vai de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.


Procurada pela Reportagem, a Agência Orion, responsável pelo navio, preferiu não se posicionar sobre a suspeita de vazamento e as possíveis sanções.


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