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Quarta-feira

20 de Novembro de 2019

Rumo vai ampliar terminal ferroviário no Mato Grosso

Projeto vai melhorar o transporte de cargas agrícolas do Centro-Oeste até os terminais do Porto de Santos

A operadora logística Rumo apresentou um crescimento de 12,9% no volume de produtos agrícolas transportados por ferrovia entre Rondonópolis (MT) e o Porto de Santos no primeiro trimestre deste ano. O dado é em comparação ao mesmo período de 2018. Mais de 5 milhões de toneladas foram movimentadas, tendo destaque a soja, com 3,7 milhões de toneladas deste montante.

De acordo com Fabricio Degani, diretor de Portos e Terminais da Rumo, diante dos resultados positivos da operação ferroviária, a empresa resolveu investir R$ 206 milhões no Terminal Ferroviário de Rondonópolis (TRO), no Mato Grosso.

A Rumo começou uma obra de expansão que prevê o ganho 75 mil toneladas na capacidade de armazenagem, o que representa um aumento de 150%.

O investimento será destinado à implantação de três tulhas extras (equipamento para embarcar granéis em contêineres) e à construção de uma nova linha ferroviária, possibilitando um aumento de 60% nas operações de carregamento de vagões, passando de 900 para 1.400 vagões por dia.

“Mais de 200 empregos diretos e indiretos serão gerados durante a execução dos serviços. Serão construídos dois novos armazéns, que vão aumentar significativamente nossa capacidade para atender o setor produtivo do Mato Grosso”, disse Degani.

Outros investimentos

Além do aumento na capacidade estática e na expedição, está prevista a construção de quatro novas moegas (estrutura para a recepção da carga nos armazéns) e cinco novas balanças rodoviárias. O objetivo, segundo o diretor, é otimizar o fluxo de entrada e saída dos caminhões no terminal.

De acordo com o executivo, as operações de recebimento serão ampliadas em 40%, permitindo receber mais de 2.000 caminhões por dia.

“A expansão e modernização do terminal deve-se tanto aos resultados positivos que a operação ferroviária vem registrando ao longo de nossa malha, como também às próprias melhorias que os produtores rurais estão alcançando, sempre demandando melhores níveis de serviço em toda a cadeia produtiva do agronegócio”, diz Degani.

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