Receita Federal apreende 81,3 toneladas de produtos piratas no Porto de Santos

Esta é a terceira apreensão desde o final do mês passado. Em 29 de julho e no último dia, outras cargas de produtos contrafeitos foram encontradas

A Receita Federal apreendeu 81,3 toneladas de produtos falsificados encontrados em quatro contêineres no Porto de Santos. A carga foi embarcada na China e tinha como destino ao Porto de Montevidéu, no Uruguai. Na lista de contrafeitos, estão camisetas, agasalhos, tênis, botas, sapatos, sandálias, capas de celular, carregadores, baterias, cigarros eletrônicos, aparelhos de TV Box e óculos e outros.

Esta é a terceira apreensão desde o final do mês passado. Em 29 de julho e no último dia, outras cargas de produtos contrafeitos foram encontradas.

Os itens falsificados eram de marcas como Yves Saint Laurent, Nike, Dolce & Gabbana, Adidas, Mizuno, Dior, Chanel, Apple, LG, Samsung, Versace, Louis Vuitton e Gucci, Ray-Ban, entre outras. As mercadorias estavam prensadas em caixas e fardos. Assim, é possível acondicionar a maior quantidade possível de mercadorias dentro de um único contêiner.

Desta vez, o diferencial foi a localização de aparelhos de TV Box e uma caixa pequena com etiquetas contendo selos falsos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Eles seriam utilizados para indicar a certificação dos aparelhos de TV.

Eles transformam televisores comuns em “smart” com uma série de funcionalidades agregadas. Não é proibida a sua comercialização no Brasil e um dos principais cuidados é com a pirataria.

Segundo a Receita Federal, é preciso ficar atento aos modelos vendidos com promessas de dezenas de canais desbloqueados ou que são oferecidos com valores de assinatura que vão além do preço do aparelho. Nestes casos, é considerado crime a oferta de canais de TV pelas listas de IPTV (lista da reprodução de canais de televisão ou conteúdo multimídia em streaming on-line).

Conectados à internet, a utilização deste tipo de produto pode colocar em risco a privacidade do usuário: informações pessoais, senhas, endereços de e-mail, dados de cartão de crédito, entre outras informações.

Além dos danos à saúde, a Receita Federal aponta que a comercialização de produtos contrafeitos viola os direitos autorais, causa dano ao erário (prejuízo na arrecadação de impostos) e aumento nos índices de desemprego, desencadeia a prática de concorrência desleal e alimenta o crime organizado.

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