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Sábado

15 de Dezembro de 2018

Passageira de navio em Santos é diagnosticada com gripe suína

Caso foi confirmado pela Prefeitura de Santos; outras duas suspeitas da doença foram descartadas

A Prefeitura de Santos confirmou, na noite de quinta-feira (6), um caso de gripe suína em uma passageira de um cruzeiro atracado no Porto de Santos. O diagnóstico ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central.

A paciente, uma mulher norte-americana de 75 anos, foi encaminhada ao Hospital Emílio Ribas, em Guarujá, considerado referencial no tratamento da doença. Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, em estado estável.

Outros dois tripulantes estrangeiros de outra embarcação também foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com suspeita de ter contraído gripe, mas os exames descartaram contaminação. Ainda conforme o Município, não se pode afirmar se adoeceram a bordo ou tinham o vírus incubado.

A doença

A exemplo da gripe humana, a gripe A (vírus H1N1) tem sintomas como febre repentina, cansaço, dores no corpo e na garganta e dificuldades respiratórias.

Em 2009, houve um surto global da doença. Apenas em Santos, nove pessoas morreram naquele ano.

Entre as medidas preventivas do H1N1, estão evitar contato próximo com pessoas infectadas, lavar as mãos regularmente e evitar o contato delas com olhos, nariz e boca após tocar em superfícies, evitar ambientes fechados, não compartilhar utensílios de uso pessoal e usar lenços descartáveis ao tossir ou espirrar.

Histórico

Trata-se da segunda ocorrência médica nesta temporada, em Santos. Logo no primeiro navio a chegar ao Concais no período, no último dia 23, uma suspeita de contaminação por sarampo – não confirmada – assustou tripulação e passageiros do cruzeiro MSC Fantasia.

Na ocasião, duas crianças chilenas de 1 ano estavam com dores abdominais, febre e manchas no corpo. Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Secretaria de Estado da Saúde e da Vigilância em Saúde de Santos entraram a bordo.

Segundo a Prefeitura, as crianças foram examinadas, e se concluiu que se tratava “de uma outra doença, originada por bactéria, com menor risco de contaminação”.