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Quinta-feira

6 de Agosto de 2020

Diretor de Operações da Autoridade Portuária fala sobre objetivos do Porto de Santos

Marcelo Ribeiro de Souza foi reconduzido ao cargo, após decisão do Conselho de Administração da estatal, que administra o cais santista

Viabilizar as condições para recepção de navios de 366 metros no Porto de Santos, implementar o VTS (Vessel Traffic Service, Serviço de Tráfego de Embarcações, em português) e implantar o novo Plano de Segurança Pública Portuária estão entre os planos do diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos, Marcelo Ribeiro de Souza. O executivo foi reconduzido ao cargo, após decisão do Conselho de Administração (Consad) da estatal que administra o cais santista.  

Agora, Ribeiro poderá cumprir o prazo de seu mandato até agosto do ano que vem. O executivo é capitão-de-mar-e-guerra da reserva da Marinha do Brasil, com mestrado e doutorado em ciências navais pela Escola de Guerra Naval. 

Desde que assumiu a diretoria de Operações da Autoridade Portuária, em março do ano passado, Ribeiro atuou na modernização e em melhorias operacionais no Porto de Santos. Entre elas, estão a redução da fila de navios, a partir do aumento da fiscalização e da retirada de restrições para operação em berços de atracação. Além disso, o executivo também destaca a atualização da norma para atracação - em substituição a regramento vigente há 41 anos. 

A regra, aprovada em abril, usou o exemplo de práticas internacionais discutidas com a comunidade portuária, por meio de consulta. Já está adequada para quando houver a entrada em operação do VTS. 

Ribeiro também destaca a resolução, de março, que transfere as atividades de amarração para a iniciativa privada. Agora, essas tarefas poderão ser realizadas, a critério do armador, diretamente pelo terminal portuário, arrendatário ou por empresa de apoio portuário. 

Segundo Ribeiro, essas ações permitiram ao Porto de Santos bater recorde histórico de movimentação de cargas no primeiro quadrimestre. Até abril, 45 milhões de toneladas foram movimentadas, volume 9,8% acima do mesmo período de 2019, quando o cais santista operou 41 milhões de toneladas. 

Outra inovação apontada pelo executivo foi a atualização em tempo real dos dados de movimentação de cargas, que permite a visibilidade instantânea das operações com informações sobre a produtividade por berço de atracação e evolução das cargas no Porto. Antes, os dados eram recebidos com até dez dias de atraso em relação ao informado aos demais órgãos anuentes.  

“Trata-se de importante ferramenta de trabalho que nos permite atuar imediatamente e definir com agilidade a melhor estratégia, sempre no melhor interesse público”, afirma Ribeiro.

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