Caminhões cometem 61 infrações no transporte de nitrato de amônio no Porto de Santos

Operação do Ibama, PRE e ANTT realizou vistoria nos veículos. Navios que transportavam o produto seguiam normas

Um total de 13 caminhões carregados com nitrato de amônio foi autuado na tarde desta sexta-feira (25), no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão, devido a irregularidades no transporte desse tipo de carga. Foram registradas 61 infrações, de pneus em mal estado de conservação e sinalização mal colocada a motoristas sem habilitação e falta de certificação para levar essa mercadoria. 

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Os veículos foram interceptados logo após terem deixado o Porto de Santos, onde carregaram o produto, um explosivo que também é matéria-prima para fertilizantes. O nitrato de amônio era descarregado de navios atracados no Cais do Saboó, na Margem Direita do complexo marítimo.

Pneus carecas estavam entre as infrações cometidas (Foto: Divulgação)

Os caminhões foram autuados por fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT, o órgão regulador do setor), como parte da Operação Reliqua, coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que tem o objetivo de monitorar a operação de cargas perigosas no Porto de Santos e no Polo de Cubatão. 

Os agentes da ANTT tiveram o apoio de equipes da Polícia Rodoviária Federal, do Exército, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que também participam da Reliqua.

Segundo a chefe do posto local do Ibama, a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, os veículos tinham como destino fábricas de fertilizantes de Cubatão. Até a noite desta sexta-feira (25), as autoridades ainda analisavam os documentos dos caminhões. Elas ainda iriam avaliar a responsabilidade da importadora do nitrato de amônio na  contratação dos veículos para esse serviço de transporte, explicou a agente.

Os caminhões que levavam a carga perigosa apresentaram irregularidades (Foto: Divulgação)

Esse tipo de autuação é um exemplo do alcance da Operação Reliqua, destacou Ana Angélica Alabarce. “Estamos inspecionando todos os aspectos da operação de cargas perigosas, como o nitrato de amônio, no Porto e no Polo de Cubatão. Isso envolve o trabalho nos navios e nos terminais portuários e também o transporte dessa carga por caminhões, que também têm de estar certificados e regularizados para esse serviço”, afirmou.

Beirute

A Operação Relíqua foi motivada após a explosão  na zona portuária de Beirute em  4 de agosto passado, que  matou mais de 170 pessoas e deixou mais de 6 mil feridos. Na ocasião, uma carga de nitrato de amônio causou o acidente e a mesma mercadoria é operada no Porto de Santos. 

A movimentação e armazenagem de nitrato de amônio ocorre no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), localizado na Margem Esquerda (Guarujá). Já na Margem Direita (Santos) não há armazenamento e, quando há operação deste produto, ela é feita com descarga direta para caminhões, que deixam a zona portuária de imediato (como ocorreu nesta sexta). No ano passado, mais de 2,2 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas no cais santista.

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