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Segunda-feira

16 de Setembro de 2019

Coautor do latrocínio de policial militar é preso em Cubatão

Bandido foi localizado com outros dois comparsas enquanto praticavam um sequestro relâmpago

Apontado como coautor do latrocínio de um subtenente da Polícia Militar cometido no ano passado, e com prisão preventiva decretada por este crime, José Éverson Cordeiro de Lima, de 18 anos, foi preso em flagrante na noite do último sábado (18), em Cubatão, após praticar um sequestro-relâmpago.

“José Éverson foi quem atirou nas costas do oficial da Polícia Militar. Mais dois envolvidos no latrocínio já estão na cadeia. A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva do trio”, informou o delegado titular de Cubatão, Jorge Álvaro Gonçalves Cruz.

Acompanhado de um adolescente de 16 anos, apreendido, e de mais dois comparsas, que fugiram, José Éverson abordou um homem de 55 anos logo após ele estacionar a sua camioneta Chevrolet Captiva na frente de sua casa, na Rua Jornalista Donato Ribeiro, na Vila Ponte Nova, às 18h30 de sábado.

A quadrilha chegou em um carro prata e exigiu que a vítima fosse para o banco traseiro da Captiva. O bando fugiu levando como refém a vítima, que foi obrigada a fornecer cartão bancário e informar a senha.

Alertados sobre o roubo qualificado pela restrição da liberdade da vítima, policiais militares iniciaram patrulhamento e avistaram a camioneta. A perseguição acabou na Rua Sergipe, na Vila Nova, que é sem saída.

O adolescente foi apreendido dentro da Captiva. Ele portava revólver calibre 38 municiado com três balas e com a numeração raspada. José Éverson fugiu correndo, mas logo foi alcançado e preso em uma linha férrea. Os outros dois ladrões não foram encontrados.

Levado à Delegacia de Cubatão, José Éverson foi autuado em flagrante pelo delegado Francisco José Morgado Lanfred. Pesquisa de antecedentes criminais revelou a ordem de captura contra o rapaz devido ao latrocínio do policial.

Subtenente da PM Sidney de Souza foi morto em dezembro de 2018 (Foto: Arquivo Pessoal)

Farsa descoberta

Subtenente da PM e fisioterapeuta do hospital da corporação na Capital, Sidney de Souza, de 48 anos, foi morto durante tentativa de roubo na noite de 18 de dezembro de 2018, logo após estacionar o seu Jeep Renegade na garagem de sua casa, na Vila Nova, em Cubatão.

O policial ainda estava dentro do veículo, quando surgiram dois ladrões armados e um deles atirou nas costas da vítima. Após o disparo, a dupla fugiu sem consumar o assalto com um terceiro comparsa, que a aguardava na esquina ao volante de um Voyage prata.

Sob a coordenação do delegado Cruz, o delegado Raphael Peixoto Barazal Teixeira e a equipe do investigador Marcelo Mendes identificaram José Éverson como o autor do disparo; Ed Carlos da Silva Santos como quem acompanhava o atirador, e Leonan Macedo da Silva, de 25 anos, o motorista do Voyage.

Inicialmente, o trio teve a prisão temporária decretada. Depois, houve a decretação da preventiva. O primeiro acusado a ser capturado foi Ed Carlos. Posteriormente, houve a detenção de Leonan e uma farsa veio à tona, conforme lembra Cruz.

“Momentos após o latrocínio do tenente, o Voyage foi achado abandonado com as portas abertas em uma rua de terra. Motorista de aplicativo de passageiros, Leonan estava trancado dentro do porta-malas e disse que havia sido roubado por dois homens”, disse o delegado titular de Cubatão.

Leonan alegou que havia sido rendido na Avenida Cruzeiro do Sul, por onde transitava em baixa velocidade. Ele também disse que já estava dentro do porta-malas quando ouviu o barulho de tiros. Considerado naquela ocasião outra vítima dos assaltantes, o motorista foi liberado.

Porém, durante as investigações, por meio da análise de imagens de câmeras de segurança e de outras pistas, apurou-se que o motorista de aplicativo não estava trabalhando quando supostamente foi roubado, tendo envolvimento direto no crime contra o policial.

“O motorista participou do latrocínio levando os comparsas Ed Carlos e José Éverson à casa do tenente e lhes dando fuga na sequência. Depois, para confundir as investigações, o trio montou um teatro, colocando Leonan no porta-malas para ele se passar por vítima”, concluiu Cruz.