Tempo frio pede cuidado com doenças de pele; veja como se cuidar

Especialistas recomendam evitar banhos longos e muito quentes, além de investir em uma alimentação saudável

Aquele banho quentinho nos dias mais frios é bem relaxante, mas também abre caminho para problemas de pele. Para quem já tem problemas crônicos, como a psoríase e a dermatite atópica, que são incuráveis, a situação fica pior ainda.

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Segundo a dermatologista Viviane Ferrera, evitar banhos quentes e demorados, além de buchas vegetais ou esfoliantes, são fundamentais no inverno.

“É recomendado o uso de toalhas macias e sabonetes hidratantes que sejam adequados ao seu tipo de pele, além de usar hidratante após o banho, investir em uma alimentação saudável e beber bastante líquido”.

Tudo isso, de acordo com ela, para preservar o filtro protetor da pele. “O acompanhamento dermatológico é imprescindível e não só no caso de surgir alguma doenças”.

Ela explica que a pele fica mais sensível nesta época do ano e, por isso, a hidratação é fundamental. “O ressecamento danifica essa barreira protetora da pele, abrindo caminho para infecções, inflamações e infecções”, diz Viviane. 

Dermatite

Para a professora Associada do Departamento de Dermatologia, Valeria Aoki, pessoas com dermatite atópica devem ter atenção ao inverno.

Ela, que também é diretora do Laboratório de Imunodermatologia da Universidade de São Paulo (USP), diz que a doença inflamatória e crônica tem seus períodos de crise.

“Ela vem acompanhada de muita coceira, principalmente à noite, e com quadro clínico característico de pele seca e lesões em áreas específicas. A dermatite envolve não só a pele, mas ainda as vias respirarórias e gera asma e rinite”.

Nesses casos, é preciso evitar estresse e tudo o que possa despertar alergia, além de manter uma alimentação saudável. “A prevenção deve ser feita hidratando a pele e recuperando a barreira cutânea. É importante identificar o que pode levar as crises”, diz Valeria.

A especialista alerta que a dermatite tem melhoras e pioras, então é preciso procurar um médico para que seja feito o controle da doença. “Assim, o paciente terá menos crises e melhor qualidade de vida”.

Para o chefe do serviço de dermatologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Oldani, a psoríase também pede cuidados.

“Ela é uma doença inflamatória crônica e leva um impacto na vida do paciente por se manifestar principalmente na pele. Ainda acomete órgãos e sistemas. sendo muito frequente a presença de hipertensão, diabetes e obesidade em pacientes com psoríase”.

O médico, que também é responsável pelo ambulatório de psoríase do Hospital Naval Marcílio Dias, explica que as pessoas já nascem com essa predisposição e fatores ambientais e estresse acabam se tornando gatilhos para que a psoríase apareça.

“Alguns cuidados ajudam a evitar o agravamento. como manter vida saudável e tomar sol. Isso tudo ajuda a diminuir o processo inflamatório, assim como evitar álcool e nicotina”.

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