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Quinta-feira

23 de Maio de 2019

Hipnose auxilia em tratamentos médicos

O hipnólogo Fabio Puentes atua no Hospital das Clínicas, em São Paulo, usando a hipnose como ferramenta

A hipnose já foi considerada por muitos algo místico, ligado à magia, mas o método de induzir o cérebro a acreditar na sugestão de um especialista começa, cada vez mais a ser utilizado em conjunto com a Medicina para melhorar a qualidade do tratamento de pacientes.

O hipnólogo Fabio Puentes atua no Hospital das Clínicas, em São Paulo, usando a hipnose como ferramenta, colaborando com médicos de diferentes especialidades, principalmente em casos de pânico, medos fobias, controle de hábitos, ansiedades e estresse.

“O médico trabalha com a doença, enquanto a hipnose lida diretamente com os sintomas. Eles procuram o porquê da doença, enquanto meu foco é melhorar o que o paciente sente”, explica ele, que diz ser capaz de hipnotizar qualquer pessoa em uma consulta, que dura, em média, uma hora.

O especialista afirma que apesar de o processo poder ser comprovado cientificamente por exames modernos, a hipnose ainda enfrenta um problema: qualificar o profissional desta área. “Hoje, qualquer um pode aprender hipnose no YouTube, mas a Medicina está buscando agora reclassificar o hipnólogo, porque todos estão querendo entrar nisso”.

Puentes participou, nesta semana, da 37º edição do Congresso Médico Acadêmico de Santos (Comas), promovido pelos estudantes do Centro Universitário Lusíada (Unilus). Ao final da palestra, ele fez demonstrações práticas da hipnose com os participantes.

O aluno do 6º ano de Medicina, Samuel de Oliveira Júnior, foi um dos voluntários. Durante o transe, o hipnólogo atravessou uma agulha de cerca de 10 centímetros na pele do pescoço do jovem, que não percebeu a ação e nem teve qualquer tipo de sangramento depois da retirada do objeto.

“Eu já tinha lido alguma coisa sobre hipnose. Não acreditava totalmente e nem tinha ideia de que a sugestão podia ser tão forte assim. Teve um determinado momento que eu até senti a agulha, mas foi indolor. Se puder tirar a dor do paciente sem utilizar a medicação, com certeza é uma coisa que pode ser usada na minha carreira. Isso é genial”, empolga-se o universitário.