EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

Bebê exige cuidado de todo tipo no 1º ano

Pais devem se informar para evitar sustos

Dizem que quando nasce uma criança, nascem também os pais. E, apesar de no período de gestação eles se prepararem para essa experiência, quando o filho chega sem nenhum manual de instrução, muitos se veem perdidos nos primeiros cuidados com o bebê.

A primeira questão que traz várias dúvidas é a amamentação. A professora Morena Zomignani, de 29 anos, sabe dos desafios para fazer com que a filha Anne, de 4 meses, começasse a ganhar peso. 

“Ficamos um dia inteiro tentando amamentar e ela não conseguia, pois eu tenho bico plano. Ainda no hospital, verificamos a glicemia dela a cada três horas. Fiquei muito nervosa com toda a pressão. O peso dela baixou 300 gramas, que é o limite. Foi bem enervante”.

Só em casa, com calma, Morena conseguiu que a filha mamasse. Mesmo assim, a menina demorou a ganhar peso. 

“Não conheço ninguém com uma história fácil de amamentação. Eu não queria dar complemento e de jeito nenhum ceder à fórmula, por saber dos benefícios do leite materno. Então, a médica aconselhou que eu desse o meu leite em mamadeira”, conta a professora. Hoje, Anne está com peso padrão e Morena faz uma rotina de alimentação, sono e atividades para que a filha fique mais calma e se desenvolva melhor.

Para Hamilton Robledo, pediatra da rede de hospitais São Camilo, de São Paulo, estimular o aleitamento materno nos primeiros 30 dias é fundamental. “A pega do bebê tem que ser correta também, porque evita que ele engula ar, o que diminui a cólica e faz com que ele regurgite menos”.

A introdução à alimentação, que ocorre depois dos seis meses do nascimento, também precisa ser bem planejada.

“Quem introduz as besteiras na nossa alimentação são os adultos. Se evitarmos o uso de doces nos primeiros anos, podemos eliminar o risco de diabetes tipo 2 na fase adulta. Tem que haver horários rígidos e alimentos saudáveis para as crianças”.

Quando os bebês começam a ficar sentados com apoio, a partir dos 4 meses, ou passam a rolar, os pais devem evitar lugares altos ou ficar por perto, pois o perigo nesta etapa são as quedas e os traumatismos.

A partir dos 7 meses, quando eles iniciam a exploração do ambiente, seja engatinhando ou dando os primeiros passos apoiados, os responsáveis devem fazer uma varredura em busca de objetos pequenos que podem ser engolidos ou obstáculos com potencial para machucá-los.

Acompanhamento

O pediatra Paulo Sérgio Ciola afirma que um dos principais cuidados que os pais devem ter é com a puericultura, que é a visita mensal que o bebê faz ao médico para avaliação do peso, estatura e perímetro craniano,além de acompanhar se a criança está tomando as vacinas recomendas e indicar as vitaminas necessárias para cada faixa etária do crescimento.

“Avaliamos a evolução neuropsicomotora da criança em cada faixa etária para ver se ela segue os marcos do desenvolvimento de acordo com o esperado. Com isso, podemos diagnosticar com antecedência algum problema”.

O indicado é que, até os 9 meses de vida, essas consultas sejam a cada 30 dias e, depois, ocorram a cada 45 dias.