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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Golpe usa Caixa e Banco do Brasil para roubar dados

Conhecida como phishing, a tática é um dos métodos de ataque mais antigos, mas continua sendo a principal forma usada pelos criminosos para obter informações de correntistas

A cada 17 segundos, uma tentativa de golpe financeiro virtual é aplicada no País. Nos últimos meses, nomes de bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) e de instituições financeiras privadas têm sido novamente usados como “isca” para infectar celulares e computadores com programas maliciosos usados pelos golpistas. 

Conhecida como phishing, (do inglês, pescaria) a tática é um dos métodos de ataque mais antigos. Apesar disso, continua sendo a principal forma usada pelos criminosos para obter informações de correntistas. 

Ela funciona no sentido de enganar o usuário, para que ele informe seus dados sigilosos. No novo golpe, um número desconhecido envia SMS com um link avisando sobre umGop suposto bloqueio na conta da instituições públicas. 

No comunicado, é dito que realizando uma “atualização” a partir do link enviado na mensagem, se evitaria problemas na conta. O endereço eletrônico redireciona o usuário para um site falso, porém similar ao original. 

A armadilha acontece quando o correntista insere os seus dados — como usuário e senha. Todo o contudo digitado é enviado para os criminosos, que podem retirar o dinheiro da conta.

Fique de olho

“Os bancos não pedem para atualizar os dados dessa maneira. Essa prática (envio de SMS) não faz parte das regras das instituições”, destaca o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma. 

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) aconselha a redobrar os cuidados com o fornecimento de informações, mesmo em situações que não estejam relacionadas diretamente à compra de um produto. 

Na dúvida sobre a procedência da mensagem, a dica é acionar a instituição bancária por meio dos canais oficiais. Para ter mais segurança, vá até à agência e fale com o gerente. 

“Mostre (ao gerente) o SMS do celular. Assim, a verificação é feita e a fraude descoberta. O importante é o cliente esteja sempre alerta e desconfie dos procedimentos que não são usuais do banco”, finaliza Quaresma.

 

 

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