França fecha mesquita em Paris após decapitação de professor

Medida faz parte de ação repressiva a muçulmanos que incitam ódio

A França determinou o fechamento temporário de uma mesquita nos arredores de Paris nesta terça-feira (20), parte de uma ação repressiva a muçulmanos que incitam o ódio. A ação ocorre após a decapitação de um professor que mostrou caricaturas do profeta Maomé a seus alunos.

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Antes do ataque, a Grande Mesquita de Pantin, um subúrbio de baixa renda a nordeste da capital, havia compartilhado um vídeo em sua página no Facebook que expressava ódio contra o professor de história Samuel Paty.

A polícia colou avisos da ordem de fechamento diante da mesquita, e as autoridades prometeram uma reação dura contra os disseminadores de mensagens de ódio, os pregadores de sermões radicais e os estrangeiros que se acredita representarem uma ameaça à segurança da França.

A ordem de seis meses se deveu "ao único propósito de evitar atos de terrorismo", disse o aviso emitido pelo chefe do Departamento de Seine-Saint-Denis.

A decapitação de um servidor público por parte de um suposto islâmico, devido ao uso da sátira religiosa para explorar com os estudantes o debate sobre a liberdade de expressão, um princípio muito valorizado da democracia da França, convulsionou o país e chocou o mundo.

O ministro do Interior, Gérald Darmain, disse nesta semana que a França enfrenta um "inimigo interno".

No fim de semana, o reitor da Grande Mesquita de Pantin, M'hammed Henniche, lamentou o compartilhamento do vídeo nas redes sociais, depois que veio à tona que Paty foi vítima de uma campanha virtual de intimidação antes de ser assassinado.

 

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