Conexão Portugal: O mundo quer se isolar em Portugal

O primeiro grande evento a chegar é a fase final da Champions League, num especial chamado de final eight, que consiste na realização dos jogos em partida única a partir dos quartos de final entre os dois estádios lisboetas

Passado o pico da pandemia e com a diminuição dos casos da covid-19 na Europa, a vida começa a voltar ao normal. E os grandes eventos esportivos também tentam regressar o mais rápido possível à normalidade, para conter os prejuízos. E Portugal pode ser primordial para esse retorno seguro. 

O primeiro grande evento a chegar é a fase final da Champions League, num especial chamado de final eight, que consiste na realização dos jogos em partida única a partir dos quartos de final entre os dois estádios lisboetas, o da Luz, casa do Benfica, e o de Alvalade, casa do Sporting, entre os dias 12 e 23 de agosto. 

Os quartos de final serão jogados entre 12 e 15 de agosto, as meias-finais, 18 e 19, e a final em 23 de agosto. Oito unidades hoteleiras já estão reservadas para as oito equipes finalistas no país. Esta será a terceira decisão de Champions League em Lisboa. Em 1967, o Celtic venceu a Internazionale no estádio Nacional do Vale do Jamor e, em 2014, o Real Madrid ganhou do Atlético de Madrid no estádio da Luz. 

Estuda-se também a possibilidade de os jogos em falta da 2ª mão dos oitavos de final serem realizados em Portugal. Neste caso, Juventus x Lyon, Manchester City x Real Madrid, Bayern Munique x Chelsea e Barcelona x Nápoles jogariam no norte do país nos dias 7 e 8 de agosto, muito provavelmente no estádio do Dragão, casa do Porto, e no estádio D. Afonso Henriques, casa do Vitória de Guimarães. 

A estratégia do governo é demonstrar que Portugal pode voltar a receber turistas – a economia do país recuperou-se na década passada graças a essa indústria. O turismo representa cerca de 11% do PIB dos portugueses.

Outro grande evento que pode chegar a Portugal é a Fórmula 1. Com o adiamento ou a suspensão dos dez primeiros grandes prêmios da presente temporada, que ainda não começou, pistas alternativas estão sendo especuladas para a realização de corridas alternativas. E o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, pode ser a sede de uma ou até de duas corridas em setembro. 

A intenção da FIA é começar a temporada nos dias 4 e 5 de julho, na Áustria. Outras duas pistas que estão sendo cogitadas são Hockenheim, na Alemanha e Imola, na Itália. 

Vale lembrar que Portugal já teve tradição na F1. Em 1958, ocorreu o primeiro Grande Prêmio do país, no Circuito Urbano da Boavista (Porto). Em 1959 e 1960, as etapas passaram para o Circuito de Monsanto (Lisboa) e, depois de um hiato, o circo automobilístico regressou ao país em 1984, desta vez, no Autódromo de Estoril, onde Ayrton Senna da Silva viria a sagrar-se campeão pela primeira vez na F1. As corridas se repetiram em Estoril até 1996, quando o país deixou de sediar os grandes prêmios por razões econômicas.

O Brasil já confirmou que também enviará 80% dos seus atletas olímpicos para Portugal, visando as Olimpíadas de Tóquio no ano que vem, para que os atletas possam voltar a treinar o mais breve possível. 

Jorge Bichara, diretor do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), destacou que pelo menos 200 atletas já qualificados para os jogos devem viajar para Portugal. A primeira leva deve chegar já no mês de julho, com os atletas das equipes de judô, natação e vela. Logo depois devem embarcar as equipes de pugilismo e atletismo e, por último, as equipes de esportes coletivos, que devem treinar no país entre setembro e dezembro. Vale lembrar que, em 2004, antes das Olimpíadas de Paris, as equipes brasileiras também treinaram em Portugal. 

Toda essa operação tem um custo estimado em R$ 16 milhões, segundo o COB.

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