A luz em nós

O Eu é a consciência profunda, a unidade do Ser, a chama da essência, a origem dos tais sonhos e desejos

Por: Luiz Alca  -  21/02/21  -  11:30
  Foto: Sasin Tipchai/Pixabay

Os concretos em excesso, os materialistas, aqueles que se dizem "práticos" e gostam de afirmar que "não criam chifre em cabeça de cavalo" ou "não sou daqueles de esquentar, deixa surgir o problema que eu traço", lerão este texto com descrença ou desinteresse. Se é que se darão ao trabalho de fazê-lo.


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Paciência, isso não tira o envolvimento e nem o entusiasmo de passar a proposta neste domingo.
Muito menos, o total crédito de que seja verdadeiro de acordo com a minha maneira de viver. E cada vez mais.


A nossa mente pede entendimento de suas apreensões, o nosso Eu se ilumina sempre que lhe damos a luz, ou seja, quando saímos da periferia do Ego, nesse dia-a-dia massacrante e externo e nos questionamos sobre o que queremos no momento ou se realmente estamos satisfeitos com as nossas ações diárias, com a forma de estarmos conduzindo a existência. Pela holística e pela filosofia esotérica, o Eu agradece o carinho e manifesta isso através das células, evitando doenças, curando males e trazendo o bem estar físico.


Assim como a planta tirada da frente de uma janela para que a decoração fique mais harmoniosa e que começa a esticar os galhos para alcançar a luz solar de que tanto precisa, nós humanos também precisamos muito de nos voltar para o que beneficia a nós mesmos.


Considerando o ego, a nossa porção social, a personalidade apresentada ao mundo, a figura que atua e que tem domicilio, nome próprio e estado civil. Que personifica a unicidade para o relacionamento e que identifica aquele que foi chamado Luiz ou Pedro. Ao ego chegam os sonhos, os desejos, as vontades e principalmente, as necessidades. É ele que nos representa na sociedade.


O Eu é a consciência profunda, a unidade do Ser, a chama da essência, a origem dos tais sonhos e
desejos. Que não tem nome, classificação, não é casado e nem solteiro, pai ou filho, cidadão brasileiro. É esse Ser que dá vida e justifica a personagem.


Como não tem existência e sim, essência, muitos não o identificam, não lhe conferem valor, não o
respeitam e nem o ouvem nos sons do silêncio. Até porque a vida social e as exigências mundanas são mestras em tudo fazer para que ele seja esquecido.


A tal ponto que passamos a atribuir sempre ao externo aquilo que sentimos e não podemos definir. "Este noroeste mexe comigo" ou "não sei, estou meio estranho hoje, acho que foi alguma coisa que comi e não fez bem". O que vem do horror do questionamento, de um olhar para dentro, da busca da resposta interior.


O que fica cada vez mais comum, à medida que o aturdimento nos consome e o tempo nos falta. Aliás, tenho notado como as pessoas se enchem de compromissos para não pensar. É como justificam o afastamento de tudo que lhe poderia chamar para os encontros com o Eu. O que se chama tão comumente de fuga.


De qualquer jeito fica o apelo: olhem para dentro, interessem-se pelos sinais que surgem através das
emoções para entender as prioridades de sua evolução, preocupem-se em escutar o que parece
inaudível. Se entendam em claridade. Essa é a luz em nós. Seu Eu agradecerá com certeza.


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