Governo estuda ampliar capacidade ferroviária no Porto

Segundo secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, discussões giram em torno de adequar os acessos ferroviários ao cais santista para o aumento da capacidade prevista

O Governo Federal estuda alternativas para garantir investimentos nos acessos ferroviários ao Porto de Santos, principalmente na Ferradura sob concessão da MRS. Há duas opções: manter a estrutura de linhas férreas sob o domínio da concessionária, mas com obrigação de investimentos para adequação de capacidade, ou passá-la para a administração da Sociedade de Propósito Específico que ficará responsável pela Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips). 

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

O tema foi abordado pelo secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni. Ele participou, nesta quinta-feira (28), da 1ª edição do Webinar Porto & Mar 2021, realizado pelo Grupo Tribuna no Dia do Trabalhador Portuário. 

Segundo Piloni, a decisão ainda não foi tomada pelo Ministério da Infraestrutura. Mas as discussões giram em torno de adequar os acessos ferroviários ao cais santista para o aumento da capacidade prevista tanto no planalto quanto nas vias internas do Porto. 

Em maio do ano passado, o Governo Federal e a Rumo Logística (Grupo Cosan) assinaram a renovação antecipada da concessão da malha ferroviária paulista, que cará sob a responsabilidade da empresa até 2058. No total, a concessionária fará investimentos de mais de R$ 6 bilhões em obras, trilhos, vagões e locomotivas. Com isto, a capacidade de transporte ferroviário em direção ao Porto de Santos poderá chegar às 100 milhões de toneladas anuais. 

Além disso, na área do Porto, a Autoridade Portuária de Santos (APS) planeja ampliar a capacidade ferroviária, de 50 milhões de toneladas ao ano, das quais 45 milhões de toneladas já são operadas. Para 2024, as projeções apontam a movimentação de 86 milhões de toneladas por ano no cais santista. Para isso, prevê a criação de uma SPE para os investimentos, estimados em R$ 2 bilhões na malha interna. 

“Se a gente está, no lado terra, com as concessões com desenvolvimento grandes e investimentos vultosos e perspectivas de crescimento, e dentro da poligonal, também com essa mesma perspectiva, não faz o menor sentido que, no meio do caminho, a gente não tenha o desenvolvimento da linha ferroviária do ramal referente à Ferradura”, destacou Piloni. 

Evitar gargalo

De acordo com o executivo, qualquer decisão do Ministério da Infraestrutura leva em conta evitar que os acessos ferroviários virem um gargalo para a movimentação de cargas através dos trilhos no Porto de Santos. 

“Se a decisão for a prorrogação com a Ferradura com a MRS, que tenha os investimentos necessários no prazo que a gente almeja dentro de cenário de crescimento da carga ferroviária. E existe a segunda alternativa é que a de incorporar a Ferradura dentro do contrato da Fips”, destacou o secretário nacional de Portos.

Tudo sobre: