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Domingo

12 de Julho de 2020

Após o caos, o renascimento: há motivos para acreditar no futuro pós-coronavírus

Participantes do A Região em Pauta mostram otimismo sobre o que ocorrerá depois da pandemia, mas exigem mudanças de atitude

A luz no fim do túnel parece ser avistada no horizonte. Ainda não há vacinas, tampouco os casos estão em queda. Mas a reabertura da economia, processo que começa lentamente no Estado de São Paulo, é um sinal de um novo futuro. Mas, e como ficarão as pessoas no pós-pandemia? Os participantes do A Região em Pauta, do Grupo Tribuna, mostram otimismo, apesar dos desafios ainda pela frente. 

Reynaldo Gama, da HSM, prega que os problemas vividos pela sociedade, com distanciamento social, crise econômica e a dor de tantas mortes, não sejam esquecidos quando tudo passar. “Não sei se é resiliência ou falta de memória. Mas a gente esquece muito rápido as coisas, passa por cima. Dessa vez, que a gente se entenda como sociedade, para não aprender da pior forma – é a mais eficaz, mas é a mais dolorida. Acredito que saiamos muito melhor como sociedade, mostrando que a união é o melhor caminho”. 

Jayme Garfinkel, do Ação Pela Paz, pede urgência na mudança de posturas das pessoas. “A emergência está piscando para nós. Há muita coisa para fazer. Chegou a hora da nossa geração sofrer, mas vai nos fazer aprender. E aquilo: nadando no rio, um jacaré pode te pegar. Aprendemos que, nadando mais rápido, o jacaré não pega. Façamos as coisas certas. É o que nos permitirá entender que precisamos um dos outro”. 

Gerson Silva, da Ecovias, diz que as opções estão bem claras – resta fazermos o correto. “Estamos num momento com dois caminhos para seguir, Ou da mesma forma, aumentando o distanciamento social, as diferenças sociais e educacionais, ou o que está sendo visto que, mesmo em meio à dor que vivemos, de enxergar o outro de uma forma diferente, como sendo você. Como trabalhador, como pessoa, como cidadão, espero que a gente consiga trilhar esse segundo caminho. Que não se caia no esquecimento e tudo volte ao que era”. 

Para Juliana Soares, do Instituto Ethos, a oportunidade é única para a humanidade. “Estamos num período de imersão em nós mesmos, e de deixar cada vez mais claras quais são as desigualdades sociais. Sempre houve, mas nunca foi tão evidente. Não dá para sair impune disso. É uma oportunidade para a gente criar o futuro como a gente quer que ele seja”. 

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