Presidente do Santos alega que pandemia impediu acordo com Hamburgo

O mandatário santista é alvo de críticas após o Peixe ser proibido pela Fifa de registrar jogadores em razão desse e outros calotes

Se o mundo não tivesse se deparado com a pandemia da covid-19, o Santos já teria resolvido a dívida de cerca de R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, pela compra do zagueiro Cléber Reis, em 2017. A afirmação foi feita ontem pelo presidente alvinegro, José Carlos Peres, em entrevista para a ESPN Brasil. O mandatário santista é alvo de críticas após o Peixe ser proibido pela Fifa de registrar jogadores em razão desse e outros calotes.

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Além da pendência com os alemães, o time da Vila Belmiro precisa honrar a dívida com o Huachipato, do Chile, pela compra do atacante venezuelano Soteldo, no início de 2019. A entidade que comanda o futebol mundial já determinou que, caso o Santos não entre em acordo com os chilenos até o início de novembro, também ficará vetado de efetuar novas contratações por três janelas de transferências.

E uma outra bomba pode estourar em breve no clube. Tudo porque o Santos foi acionado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, na Fifa, devido ao não pagamento de duas parcelas referentes à aquisição do zagueiro colombiano Felipe Aguilar, também no início de 2019. A entidade que comanda o futebol mundial está em vias de julgar o caso. Considerando as pendências com os três times, o Santos deve mais de R$ 52 milhões.

"Temos três casos e o mais pesado é o do Hamburgo. Teríamos resolvido se não fosse a pandemia. Existem coisas que não podemos colocar publicamente, porque estamos em negociação com os alemães. Se eu tivesse esse dinheiro no bolso, eu colocaria. O Santos tem ativos para garantir esse pagamento: Marinho, Kaio Jorge e outros. Mas estamos tentando uma solução para resolver rapidamente a questão do Hamburgo", disse Peres.

A dívida com o Hamburgo é de aproximadamente 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões na cotação atual), considerando juros e multas. "Do valor total, são 750 mil euros (quase R$ 5 milhões) de multas. Querem juros de 15 ou 20%, um absurdo. Mas é aquilo: quem deve tem que pagar", explicou o presidente.

Venda de atletas

Para colocar um ponto final nesses problemas, Peres não descarta vender alguns dos jogadores do elenco. Lucas Veríssimo, Soteldo e Kaio Jorge são os mais valorizados. "Nenhum jogador é inegociável. Ponto. Não é padrão Santos, é padrão Brasil. Se chegar proposta interessante, vamos levar ao Comitê de Gestão e ele vai aprovar ou não. Faremos o melhor para o Santos", falou Peres.

Recentemente, o Olympique de Marseille, da França, sondou o atacante Kaio Jorge. Os franceses, no entanto, jogaram um balde de água fria nas esperanças santistas após acertarem a compra do atacante Luis Henrique, do Botafogo, por 10 milhões de euros (R$ 64 milhões). 

Por conta das eleição presidencial do clube, previstas para ocorrer na primeira quinzena de dezembro, o Santos tem até a próxima quarta-feira para viabilizar uma transferência. A partir de quinta-feira que vem, qualquer negociação só seria viabilizada com o aval do Conselho Deliberativo do clube.

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