'Não roubei o Santos, e a guerra ainda não terminou', avisa Peres

Presidente impedido diz que foi vítima de golpe e condena mudança no estatuto que possibilitou o seu afastamento

Impedido de voltar à presidência do Santos e inelegível, segundo o estatuto social do clube, pelos próximos dez anos, José Carlos Peres já sabe o que vai fazer após o resultado da assembleia geral para os sócios, realizada neste domingo (22): "Trabalhar duro".

Em entrevista para ATribuna.com.br, o agora ex-mandatário do Peixe entende que o balanço da sua gestão é positivo, e que o impeachment foi um "golpe".

"O golpe começou primeiro com a alteração do estatuto social do Santos, em novembro de 2019. Era para receber apenas a atualização sobre o Profut, mas aproveitaram e colocaram um item que previa o afastamento do presidente pelo Conselho Deliberativo (gestão temerária). Depois a Comissão de Inquérito e Sindicância inventou a utilização do estatuto alterado em 2019 para julgar em 2019. Fui eleito por um estatuto e julgado por outro. A regra é clara, o novo estatuto só vale para a próxima eleição. Passaram por cima", disse Peres.

"O meu balanço como presidente é positivo. De um menino que havia acabado de subir aos profissionais, fizemos a maior venda das Américas. Em 2019 deixei um superavit de R$ 23,5 milhões", acrescentou ele, referindo-se a Rodrygo, que foi para o Real Madrid por R$ 172 milhões.

Questionado sobre o que pretende fazer daqui para frente, e se seguirá acompanhando o Santos a distância, Peres disse que sim, como faz desde a infância.

"Vou refazer a minha vida e trabalhar duro. Já estou retomando a minha vida profissional. Acabei de doar três anos da minha vida ao Santos Futebol Clube, não roubei nenhum centavo, preciso trabalhar. E vou seguir acompanhando, sim. O Santos Futebol Clube, pelo qual sou apaixonado desde os 7 anos de idade, portanto há cerca de 65 anos, não tem culpa de ter estes parasitas que me importunaram desde o início da gestão e que agora estão de volta".

Perguntado se pretende recorrer do resultado da assembleia geral, Peres foi taxativo. "A guerra ainda não terminou, posso garantir!!".

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