Imbróglio pode deixar Santos sem uniforme para o restante da temporada

Segundo o presidente do clube, o Comitê de Gestão pediu uma grande quantidade do uniforme nº 3, sem que o mesmo tivesse sido aprovado pelo Conselho Deliberativo

O Santos tem mais um imbróglio administrativo para resolver. Sem conseguir a aprovação da Comissão de Estatuto (CE) para utilizar a camisa azul, por conta do escudo da década de 40 no lugar do distintivo atual, o Peixe corre o risco de não ter uniformes suficientes para o restante da temporada. A diretoria do clube tem buscado alternativas para obter o aval do órgão.

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Segundo o presidente Orlando Rollo, o problema ocorre pois o Comitê de Gestão (CG) da gestão de José Carlos Peres, impedido de voltar à presidência em assembleia geral de sócios, no último domingo (22), pediu uma grande quantidade do uniforme número três sem que o mesmo tivesse sido aprovado pelo Conselho Deliberativo (CD). 

"Foi uma falha do antigo Comitê de Gestão, que não apresentou a camisa para o CD antes da confecção. Isso poderia ter sido evitado. Além disso, foi pedida uma demanda grande do uniforme azul e agora estamos com ele parado, sem poder usá-lo nos jogos. Estamos tentando resolver, mas a nossa administração vai respeitar aquilo que manda o CD e a CE", disse Rollo.  

De acordo com o apurado por ATribuna.com.br, na primeira tentativa de convencer a Comissão de Estatuto a cúpula alvinegra colocou um selo do Santos com o símbolo atual entre o distintivo da década de 40 e a marca da Umbro. A medida, no entanto, foi reprovada pela CE.

Terceira camisa, com selo do clube (foto: Divulgação/SFC)

Posteriormente, a direção apresentou uma segunda alternativa com o escudo atual entre o distintivo da década de 40 e o marca da Umbro. A Comissão de Estatuto ainda não se posicionou sobre essa possibilidade. 

Terceira camisa com o escudo atual (foto: Divulgação/SFC)

Novos pedidos?

Ainda de acordo com as informações obtidas pelo site, a empresa responsável pela fabricação dos uniformes do Santos já produziu toda a quantidade solicitada pelo clube para a temporada, conforme o cronograma e o contrato assinado entre as duas partes. 

Caso o Peixe necessite de mais uniformes brancos e listrados, teria que fazer um novo pedido. Essa demanda alvinegra, porém, entraria no fim da fila das confecções da Umbro e não ficaria pronta antes de abril de 2021. Ou seja, seria em vão. 

Por contrato, o Santos não pode colar o símbolo atual sobre o escudo usado originalmente na confecção da camisa. E a Umbro, segundo informou o clube, não pode descosturar os distintivos da década de 40 e costurar o atual no lugar, pois, tecnicamente, danificaria as camisas. 

A questão traz preocupação internamente, pois a diretoria descarta proibir os atletas de trocarem camisas após as partidas.

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